Descentralização e Acesso Total: O Futuro da Odontologia no Estado
Em 2026, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) do Pará, por meio da Coordenação Estadual de Saúde Bucal, está prestes a consolidar uma nova era na odontologia no Estado. Este momento é caracterizado por um planejamento estratégico que visa a descentralização e a ampliação do acesso a cuidados integrais.
A coordenadora de Saúde Bucal da Sespa, Alessandra Amaral, destacou que o avanço é notável em todos os níveis de atenção. “O eixo central da administração atual é a descentralização da assistência, com o foco em fortalecer os municípios e expandir os serviços em todas as regiões do Estado”, afirmou.
Marcos Importantes na Atenção Primária
Um dos maiores marcos dessa estratégia é a expansão das Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), que saltaram de 13 para 78 unidades. Essa mudança proporciona um acesso significativo, especialmente em localidades remotas, permitindo a realização de uma gama de procedimentos que vão desde o básico até especialidades como endodontia, periodontia, cirurgia oral e odontopediatria, além de atendimento a pacientes com necessidades especiais e próteses.
O Estado conta também com 27 Unidades Básicas de Saúde Fluviais, que incluem equipes de saúde bucal, bem como 78 equipes ribeirinhas, com o objetivo de reforçar o atendimento em áreas de difícil acesso.
Outro avanço importante é a organização da Linha de Cuidado do Câncer de Boca e a implementação da teleestomatologia, que proporcionará suporte clínico remoto, facilitando diagnósticos e aumentando o acesso a avaliações especializadas.
Fortalecimento da Atenção Hospitalar
O planejamento para 2026 inclui a estruturação da Linha de Cuidado para Pessoas com Necessidades Especiais em ambiente hospitalar. O Estado já possui o Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), que oferece atendimentos especializados, incluindo procedimentos realizados sob sedação.
Uma iniciativa já firmada é a Linha de Cuidado para Anomalias Craniofaciais, com polos em cidades como Marabá, Santarém e Belém, o que garante um atendimento regionalizado e minimiza os deslocamentos para esses serviços.
Expansão na Atenção Especializada
Os Serviços Especializados em Saúde Bucal (SESBs) experimentaram um crescimento significativo, passando de 3 para 14 unidades, o que aumenta o acesso em municípios menores. O Pará também conta com 40 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e mais de 1.300 equipes de saúde bucal, refletindo a força da atenção primária.
Melhorias na Cobertura e Reabilitação
A cobertura estadual em saúde bucal alcança cerca de 47% da população, com 350 novas equipes em processo de credenciamento. No setor de reabilitação oral, já são 115 laboratórios de prótese dentária em operação, demonstrando um compromisso contínuo com a melhoria do atendimento.
Adicionalmente, serviços odontológicos estão presentes em 23 Usinas da Paz, e há um atendimento itinerante com a Carreta da Saúde em municípios que ainda não foram atendidos.
O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, enfatizou a importância do cuidado com a saúde bucal, definindo-o como essencial, sendo parte da atenção básica e primária. “A expansão dos serviços voltados para a saúde bucal é fundamental para o bem-estar da população. Reconhecemos a necessidade desse cuidado desde a infância, priorizando prevenção, manutenção e intervenções adequadas. Ampliar o acesso em todas as regiões é crucial para nossa gestão”, ressaltou.
Reconhecimento e Inovações Futuras
O Estado do Pará também foi selecionado como um dos cinco projetos-piloto no Brasil para a implementação de um fluxo digital em prótese dentária no SUS. Essa iniciativa, que está programada para 2026, é um marco na adoção de tecnologias digitais no sistema público de saúde, colocando o Pará como referência nacional em inovação na saúde bucal.
Essas ações reafirmam o compromisso do Estado do Pará em proporcionar uma odontologia pública mais acessível, descentralizada e integrada, fortalecendo a Rede de Atenção à Saúde Bucal em cada canto do território paraense.
