Abertura da Temporada do Bumba Meu Boi
SÃO LUÍS – O som característico dos pandeirões, matracas, maracás e do tambor de onça já ecoa, anunciando que a temporada do bumba meu boi está prestes a começar. No dia 4 de abril, conhecido como Sábado de Aleluia, o Boi de Santa Fé realizará seu primeiro ensaio de 2026, marcado para às 18h em sua sede localizada em São Luís.
Mais do que um simples ensaio, este evento simboliza o reencontro com a tradição e marca o início das preparações para o São João, um período em que a cultura popular do Maranhão brilha intensamente. O encontro reunirá brincantes, músicos e admiradores que veem no boi uma expressão vibrante de fé, identidade e pertencimento.
Uma Tradição que se Fortalece
Em 2026, o Boi de Santa Fé comemora 38 anos de história, construídos com muito carinho e uma forte conexão com a comunidade. Ao longo das décadas, o grupo se firmou como um dos pilares da cultura popular maranhense, garantindo que o conhecimento e as tradições sejam transmitidos de geração para geração.
No ensaio, os participantes terão a oportunidade de apreciar toadas inesquecíveis, observar a evolução dos personagens e sentir a energia contagiante que transforma cada apresentação em um espetáculo cultural único.
Para Zé Olhinho, o mestre do grupo, o ensaio representa muito mais do que uma simples celebração:
“O Boi de Santa Fé é uma luta de muitos anos, feita com amor, fé e humildade. Este primeiro ensaio já marca o início de mais uma temporada, e este ano é ainda mais especial, pois celebramos nossos 38 anos. É uma alegria continuar essa caminhada e transmitir isso para as novas gerações.”
Convite à Comunidade
O ensaio será aberto ao público e também servirá como um convite à participação coletiva. A proposta é fortalecer os laços entre a comunidade e a cultura, assegurando que tradições como o bumba meu boi continuem a pulsar nas ruas e nos corações dos maranhenses.
Com cores vibrantes, ritmos envolventes e histórias que atravessam o tempo, o Boi de Santa Fé dá o primeiro passo em mais uma temporada, reafirmando que no Maranhão, a cultura é sinônimo de resistência e celebração.
