Reflexões sobre a comunicação e o Jornalismo
Quando cheguei a São Luís, ainda na juventude, meu destino parecia traçado na área da comunicação. Antes, atuei como correspondente nas rádios Difusora do Maranhão (Equipe 680) e Timbira, em minha cidade natal, Santa Inês, que se tornara independente de Pindaré-Mirim em 66. Jamais imaginei que alguns anos depois estaria iniciando minha jornada na equipe do O IMPARCIAL, um dos principais veículos de comunicação do Brasil na época, integrado ao robusto conglomerado Diários Associados, que abrangia rádio, jornal e televisão.
A minha trajetória no jornalismo começou nas rádios Educadora, em 1970, e Gurupi, em 1971, esta última pertencente ao grupo de comunicação de Assis Chateaubriand. Minha entrada neste universo se deu por meio da recomendação do Coordenador-Geral, o professor Arnold Filho.
Na redação da Gurupi, como em muitas emissoras da época, o noticiário nacional dependia do serviço de ‘rádio-escuta’. As informações eram extraídas de rádios do Sul e do exterior, sintonizadas em ondas curtas, médias e tropicais, utilizando ainda o material enviado via Correios em Código Morse. Após um período, fui convidado pelo editor-chefe do O IMPARCIAL, o jornalista Oliveira Ramos, para assumir a responsabilidade pela divulgação das notícias nacionais e internacionais, com a aprovação do diretor-geral Adirson Vasconcelos.
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Mudanças e Desafios na Era Digital
Desde então, o cenário da comunicação passou por transformações significativas, não apenas nas edições impressas e online, mas também nas diversas plataformas que agora dominam as mídias eletrônicas. Para acompanhar essa revolução, precisei me adaptar e demonstrar que não estava ultrapassado.
Foi através da convivência e aprendizado com jornalistas mais experientes que percebi o quanto é essencial a profissão de jornalista. O O IMPARCIAL tem um papel fundamental na disseminação de informações que impactam o interesse público e fomentam debates sociais.
Ao longo de minha carreira, sempre busquei aprimorar minhas habilidades, inspirado por profissionais respeitáveis, tanto da velha guarda quanto pelos jovens talentos que surgiram com o advento dos cursos de Comunicação Social. Sempre consciente de que o jornalismo é um campo em constante evolução e aprendizado.
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A Paixão pelo esporte e as Contribuições ao Jornalismo
Embora tenha passado por várias editorias, a minha experiência mais significativa foi no setor esportivo, onde pude atuar com paixão. Mesmo a graduação em Direito (OAB-MA 15.498), que me proporcionou um rico conhecimento jurídico, não foi capaz de desviar meu foco da comunicação.
No universo esportivo, tive o privilégio de trabalhar ao lado de profissionais renomados, como Mauro Campos, Haroldo Silva, Augusto Pelegrini e Dejard Ramos Martins, além de outros repórteres talentosos. Entrevistei figuras ilustres, tanto locais quanto nacionais, e produzi reportagens que se tornaram referências, como a série publicada entre 1999 e 2000. Nesse período, realizei uma investigação que expôs a adulteração nas idades de atletas locais, o que levou à instalação de uma CPI nacional sobre essa questão, com os primeiros depoimentos ocorrendo em São Luís no ano seguinte.
Um Orgulho de Pertencer ao O IMPARCIAL
Resumir em algumas linhas a vasta gama de acontecimentos significativos que se destacaram no O IMPARCIAL ao longo dessas décadas é uma tarefa desafiadora. Neste dia em que celebramos o centenário do O IMPARCIAL, eu me sinto imensamente orgulhoso de fazer parte da equipe desse jornal que continua vigente, cumprindo sua missão de manter os leitores informados, com imparcialidade, sobre os principais eventos que refletem as transformações políticas, sociais, econômicas e culturais.
Por isso, mil aplausos são insuficientes para celebrar esta data memorável. Parabéns ao O IMPARCIAL!
