Priscilla Alcântara e a nova fase da carreira
Aos 30 anos, Priscilla Alcântara decidiu trilhar um caminho diferente no cenário musical. Reconhecida principalmente no meio gospel, ela optou por conduzir sua carreira de forma independente, buscando recuperar o controle sobre seu tempo e sua arte. O produto dessa decisão é o álbum “Eco”, composto por dez faixas que levaram três anos para ficar pronto, marcado por uma sonoridade melancólica e referências ao pop dos anos 2000.
“Depois de 20 anos de carreira, sinto a coragem e a necessidade de experimentar novos espaços, novas formas”, comenta a cantora. Para Priscilla, a independência é sinônimo de liberdade criativa, permitindo que ela produza música baseada na paixão, sem as pressões e expectativas tradicionais da indústria fonográfica.
Ritmo mais saudável e resgate do pop dos anos 2000
Além da autonomia artística, a mudança também trouxe um novo ritmo de trabalho. Acostumada à velocidade intensa do mercado musical, Priscilla decidiu desacelerar para encontrar um equilíbrio mais saudável. Ela passou a enxergar a música como um sonho e propósito, não apenas como um produto comercial. “Existe um equilíbrio difícil de alcançar no meio do furacão que é a indústria”, reflete.
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Fonte: olhardanoticia.com.br
O álbum “Eco” carrega influências claras do pop dos anos 2000, um período essencial para a formação musical da artista. “Naquela época, o pop era puro drama”, observa, destacando sua intenção de resgatar elementos que se perderam no pop contemporâneo, como pontes musicais e grandes performances vocais. “Uma música com ponte é um acontecimento. Vamos voltar a fazer pontes”, brinca.
Herança gospel e novos desafios
Embora tenha se distanciado do rótulo gospel, que a acompanhou por anos, Priscilla mantém a influência do gênero, especialmente na forma de usar a voz. Criada ouvindo R&B, soul e gospel, ela incorporou ao disco camadas vocais e corais, algumas gravadas por ela mesma em casa. “Não houve um momento de ruptura, mas uma progressão natural”, explica.
Assumir a independência também significou ampliar suas atribuições, passando a cuidar de questões burocráticas e operacionais da carreira, além da criação artística. O desafio está em equilibrar essas funções para que a administração não sobreponha o espaço da criação.
Projeto “Ecos Independentes” valoriza artistas autônomos
Além do álbum, Priscilla lançou o projeto “Ecos Independentes”, que destaca outros artistas independentes. Em vez de concentrar toda a atenção no seu próprio lançamento, ela optou por dar visibilidade a quatro artistas escolhidos por sua curadoria, reforçando a importância da cena independente na música contemporânea.
