Obra que destaca a cultura popular é semifinalista do Prêmio Jabuti
“Faz Colher e Borda o Cabo”, livro lançado pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), conquistou uma vaga entre as semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti, um dos reconhecimentos mais respeitados no panorama literário do país. A lista dos selecionados foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade responsável pela organização da premiação.
O título, organizado por Gabriel Gutierrez, diretor do CCVM, e Ubiratã Trindade, coordenador do Núcleo Educativo da instituição, concorre na categoria Projeto Gráfico, dentro do Eixo Produção Editorial. A seleção conta com apenas dez obras, escolhidas entre 4.675 inscrições, reforçando a relevância do reconhecimento.
Do podcast às páginas: valorizando saberes e tradições
O livro é uma adaptação do podcast homônimo criado pelo Núcleo Educativo do CCVM, que tem como propósito mapear e preservar a diversidade da cultura e dos saberes populares brasileiros. A publicação apresenta 34 capítulos que exploram manifestações culturais significativas, como a produção da farinha de mandioca, a arte da renda de bilro, o trabalho das benzedeiras e as cerâmicas de Itamatatiua.
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Fonte: olhardanoticia.com.br
Além disso, o livro traz figuras e festas emblemáticas, incluindo o Fofão, a Festa de São Marçal, o Tambor de Crioula e a cultura das radiolas de reggae, ampliando o olhar sobre tradições que fazem parte da memória coletiva.
O título da obra remete a um ditado popular comum em comunidades de terreiro em Salvador, que simboliza a integração entre a vida cotidiana, a arte e a funcionalidade nas práticas comunitárias. Gabriel Gutierrez destaca o valor dessas expressões culturais ao afirmar que sem as festas, as comidas, as canções de ninar e as histórias transmitidas de geração em geração, a convivência e o pertencimento perderiam sua essência.
Design que reforça identidade cultural
A concepção visual do livro foi desenvolvida pelo escritório ps.2 arquitetura + design, com assinatura dos profissionais Flávia Nalon, Fábio Prata e Yugo Borges. A identidade visual aposta em uma trama de linhas coloridas entrelaçadas, que representa a continuidade da construção cultural e o elo entre o artesão e seu cotidiano.
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Fonte: acreverdade.com.br
As imagens escolhidas para o livro ultrapassam o caráter meramente ilustrativo, funcionando como fontes de informação e despertando estímulos sensoriais no leitor, enriquecendo a experiência de leitura e valorizando a narrativa visual.
Prêmio Jabuti e a expectativa pelos vencedores
Instituído pela Câmara Brasileira do Livro no final dos anos 1950, o Prêmio Jabuti permanece como uma das mais tradicionais premiações literárias do Brasil. A cerimônia que anunciará os vencedores da 68ª edição está marcada para o dia 27 de outubro, na Sala São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da CBL no YouTube.
Essa conquista do CCVM reforça a importância de reconhecer projetos editoriais que celebram a riqueza cultural brasileira, ampliando o acesso e a circulação dessas narrativas junto ao público.
