O Legado de Mãe Carmen na Cultura Afro-Brasileira
A Secretaria Estadual de Cultura da Bahia (SecultBA) expressa seu profundo pesar pelo falecimento de Mãe Carmen, Ialorixá do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase, carinhosamente conhecido como Terreiro do Gantois. Mãe Carmen foi uma figura emblemática na preservação e promoção da cultura afro-brasileira, deixando um legado que permanecerá vivo em corações e tradições.
A força dos terreiros é inegável para a formação dos pilares da cultura afro-brasileira. Lideranças como Mãe Carmen desempenham um papel fundamental na construção social que envolve a preservação de tradições, a valorização da ancestralidade e a promoção de atos de acolhimento nas comunidades. A passagem de Mãe Carmen nos faz refletir sobre o impacto de sua trajetória, que foi marcada por devoção, coragem e um inabalável compromisso com o candomblé.
Além da sua importância religiosa, Mãe Carmen também era uma figura central na esfera familiar, sendo filha de Mãe Menininha do Gantois, uma das ialorixás mais reverenciadas da Bahia. Essa conexão familiar contribuiu para a continuidade de um legado rico e significativo, que transcende gerações e mantém viva a essência do axé.
Em homenagem à sua memória, Bruno Monteiro, secretário estadual de Cultura, declarou: “Mãe Carmen será sempre lembrada por seu legado de fé, espiritualidade e pela luta em prol das religiões de matriz africana. Ela foi uma liderança religiosa que fortaleceu nossa cultura e as batalhas por igualdade. Estou convicto de que seu legado será preservado por filhas e filhos de santo que seguirão firmes na manutenção da tradição no Terreiro do Gantois.” Esse depoimento enumera a importância de Mãe Carmen não apenas na esfera religiosa, mas também na luta pela justiça social e pelo reconhecimento das tradições afro-brasileiras.
A Secretaria de Cultura reafirma seu compromisso com a comunidade religiosa e cultural, estendendo suas condolências aos familiares, amigos, e a todos os filhos e filhas de santo que compartilham a dor dessa perda. A memória de Mãe Carmen continua a ressoar em cada ritual, em cada canto e em cada prática que perpetua a rica tradição do candomblé na Bahia. Sua contribuição será sempre celebrada e lembrada como parte essencial da história cultural do estado.
