Investigação sobre o homicídio de policial em São Luís
O caso do policial militar Patrick Rhayan Machado Assunção, de 35 anos, ganhou destaque na mídia após ele ter sido ferido e posteriormente autuado durante uma confusão na festa de virada em São Luís. Durante a troca de tiros com outro policial, Maykon da Silva, de 37 anos, Assunção foi acusado de homicídio, já que o colega não sobreviveu ao confronto. O incidente ocorreu na Avenida Litorânea, por volta das 3h30 desta quinta-feira (1º), após um desentendimento entre os dois, que estavam de folga e participavam de um show no local.
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil já pediu a conversão da prisão em flagrante de Patrick para prisão preventiva. Atualmente, ele está internado sob custódia policial e, assim que receber alta médica, será transferido para um estabelecimento prisional. Essa situação gerou uma série de questionamentos sobre a conduta do policial, especialmente por ele não ter comparecido ao serviço na noite do crime, argumentando uma suposta condição clínica.
A Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) está investigando essa ausência, pois Patrick Rhayan, conforme registro, deveria ter trabalhado na data do incidente. A corporação instaurou um procedimento administrativo para analisar seu comportamento, destacando que, após informar sua impossibilidade de trabalhar, ele deveria ter apresentado um atestado médico, o que não ocorreu. “O procedimento para apresentação de atestado deve ser formalmente protocolado no setor competente antes do início da escala”, enfatizou a PM-MA.
A troca de tiros e suas consequências
As investigações em torno da tragédia revelaram que a discussão entre Patrick e Maykon, que eram colegas de farda, culminou em um ato violento. O soldado Maykon, que fazia parte do 21º Batalhão de Polícia Militar, morreu no local. A SSP reportou que, durante o embate, outras duas pessoas, de 36 e 39 anos, também foram feridas, mas seus ferimentos eram considerados leves. Elas, naturais do Pará, foram rapidamente socorridas e levadas para o Hospital Drº Clementino Moura, conhecido como Socorrão I.
As armas utilizadas na confusão, duas pistolas, foram apreendidas e passarão por análise pericial. Uma das armas é de propriedade pessoal de Patrick, enquanto a outra pertence à PM. A SSP comunicou que um inquérito foi instaurado para investigar o homicídio e a tentativa de homicídio que envolveu os policiais militares, mostrando a seriedade com que o caso está sendo tratado.
A repercussão e os sentimentos da corporação
A Polícia Militar do Maranhão expressou seu pesar pela morte de Maykon da Silva, ressaltando que ele ingressou na corporação em 2016 e sempre demonstrou profissionalismo e dedicação à segurança pública. Em nota, a PMMA lamentou a perda de um colega que, segundo a corporação, prestou serviços significativos à sociedade.
Além disso, a corporação destacou que está comprometida em esclarecer todos os fatos relacionados ao incidente, garantindo que as investigações serão rigorosas. A busca pela verdade é essencial para preservar a integridade da instituição e a confiança da população nas forças de segurança.
Este trágico episódio relembra a necessidade de uma análise profunda sobre a conduta dos policiais e as circunstâncias em que operam, especialmente em situações de estresse e pressão, como as vivenciadas em eventos públicos. A PM-MA se compromete a seguir com as investigações e a tomar as medidas necessárias para que casos como esse não voltem a ocorrer.
