Periquitos Resgatados Recebem Cuidados Especiais
No último dia 30, um triste incidente ocorreu em Lajeado Novo, onde dezenas de aves perderam a vida após a queda de um pé de eucalipto. Dos 27 periquitos que foram resgatados com vida, três não sobreviveram durante o transporte de Imperatriz para São Luís. A informação foi confirmada por Ciclene Brito, superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Maranhão.
Roberto Veloso, coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que ficou encarregado do transporte, relatou que algumas das aves resgatadas apresentavam fraturas nas asas e estavam em estado debilitado. Estas aves foram devidamente imobilizadas, medicadas e estão recebendo uma alimentação especial para auxiliar na recuperação. Veloso destacou: “Alguns animais chegaram realmente numa condição muito, muito difícil, muitos com fraturas. Então, tudo que está a nosso alcance está sendo realizado para recuperação dos animais”.
Em uma entrevista ao g1, o médico-veterinário e professor da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), Leonardo Moreira, mencionou que pediu apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para ajudar no resgate. Embora inicialmente suspeitasse que um raio poderia ter causado a queda da árvore, ele explicou que o estado da árvore, sem queimaduras, indicava que a causa provável era a ventania que atingiu a região.
Moreira ainda descreveu que as aves resgatadas apresentavam diferentes níveis de comprometimento. “A maioria das aves tinha sinais de fratura, principalmente nas asas, fraturas expostas muito graves; outros estavam desorientados, sem reação, com sinais de trauma crânio-encefálico ou choque hemorrágico”, afirmou.
Na manhã do dia 29, as aves resgatadas foram levadas ao Cetas do Ibama em São Luís. A equipe local viajou à noite para garantir que os animais recebesse o atendimento necessário. O acompanhamento especializado continua, e, após a recuperação, as aves poderão ser reintroduzidas na natureza, um processo que é fundamental para a preservação da fauna local.
Após a queda da árvore, moradores da região começaram a recolher as aves sobreviventes e algumas delas foram levadas para casa. No entanto, o ICMBio alerta que manter aves silvestres em residências é considerado crime ambiental. O órgão recomenda que qualquer pessoa que tenha resgatado animais silvestres entre em contato com a unidade ambiental mais próxima para realizar a devolução voluntária, ajudando assim na recuperação da fauna afetada. Essa colaboração é crucial para garantir que as aves tenham uma chance de retornar ao seu habitat natural.
