Negociações em Andamento
Professores de educação física que atuam em academias de Londrina e Maringá iniciaram conversas para discutir um novo valor para o pagamento da hora-aula. As reuniões, que ocorreram nesta semana e foram mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, sinalizam um caminho positivo para a construção de um acordo. No momento, esses profissionais recebem R$ 9,70 por hora-aula, valor que está sendo questionado pela categoria.
A discussão sobre reajuste salarial começou em março, mês que marca o início da temporada de negociações. Os educadores buscam não apenas um aumento, mas também a redução da diferença salarial em relação a outras regiões do Paraná, onde os pagamentos são significativamente mais altos.
Diferenças Regionais e Reivindicações
O Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Estado do Paraná, que representa os professores, destaca que os instrutores de musculação em outras cidades do estado podem receber até R$ 17,08 por hora, enquanto professores de ginástica alcançam até R$ 25,42. Essa discrepância é vista como uma questão de justiça salarial, e o sindicato argumenta que a reivindicação visa corrigir essa desigualdade.
Por outro lado, os sindicatos que representam as academias — como o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino e Academias da Região de Londrina e o Sindicato das Academias e Atividades Afins do Noroeste do Paraná — alertam que um aumento excessivo nos salários pode ameaçar a viabilidade financeira das academias, especialmente nas localidades de menor poder aquisitivo. Como meio-termo, eles sugerem um ajuste atrelado à inflação acumulada, juntamente com um aumento real de 5%.
Disposição para a Negociação
A despeito das divergências, ambas as partes mostraram vontade de continuar as conversas. Novas reuniões já estão agendadas para o dia 9 de fevereiro, às 10h, em Londrina, e às 11h, em Maringá. Essas discussões são vistas como essenciais para o futuro dos professores de educação física nas cidades, que buscam uma valorização profissional que reflita o mercado e as necessidades da população.
Com informações de Gilberto Bonk Jr / Ascom TRT-PR
