Paralisação Afeta Transporte em São Luís
A greve dos rodoviários em São Luís prossegue, impactando o sistema urbano e fechando os terminais de integração. Os ônibus do serviço semiurbano estão realizando embarques e desembarques na frente dos terminais devido à paralisação. O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com um dissídio coletivo de greve no Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT-MA), pedindo um reajuste salarial provisório de 6% e que 80% da frota circule durante o período da greve.
A situação reflete uma série de negociações estagnadas entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Estado do Maranhão (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), com impasses financeiros relacionados a subsídios e tarifas. O MPT destacou que as decisões anteriores da Justiça, que obrigavam a circulação mínima de ônibus, não estão sendo cumpridas, levando à necessidade de medidas mais rigorosas, como a proibição de bloqueios de vias e garagens.
Acordo de Reajuste e Impasses nas Negociações
Nas primeiras horas desta quarta-feira, os ônibus do transporte semiurbano voltaram a circular após um acordo alcançado durante uma audiência de conciliação no TRT-16. O reajuste acordado foi de 5,5%, além de melhorias como aumento no ticket alimentação e inclusão de benefícios como plano odontológico e seguro de vida. Apesar disso, os rodoviários reivindicaram um aumento de 10%, enquanto o MP-MA sugeriu 6% e o SET ofereceu 4%, resultando na fixação do reajuste em 5,5%.
Conforme esclarecido pelo desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, o andamento das negociações para encerrar a greve do transporte urbano de São Luís não avançou, principalmente pela falta de uma proposta concreta da Prefeitura. Uma nova audiência está agendada para esta quinta-feira (5), onde a questão do subsídio da Prefeitura ao SET será debatida, juntamente com o reajuste do subsídio destinado ao setor.
Reivindicações dos Rodoviários e Resposta da SMTT
A greve, que começou na sexta-feira (30), ficou ainda mais intensa, com 100% dos ônibus parados na terça-feira (3), mesmo após ordens do TRT que determinavam a operação de 80% da frota. O descumprimento da decisão judicial resultou em uma multa de R$ 70 mil aplicada ao Sindicato dos Rodoviários. Além disso, a cada 48 horas de não cumprimento, haverá bloqueio de recursos da entidade através do BacenJud.
Os rodoviários apresentaram uma contraproposta de reajuste de 12%, além de solicitação de um tíquete-alimentação de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. Marcelo Brito, presidente do sindicato, afirmou que os empresários estão dispostos a avaliar a viabilidade do percentual proposto.
A greve já afeta de forma significativa as linhas urbanas e semiurbanas da cidade, e a categoria permanece firme na luta por melhores condições até que uma nova proposta seja apresentada. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) declarou em nota que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público está regular e que foram disponibilizados vouchers para usuários do transporte público utilizarem serviços de transporte por aplicativo.
