Investigação das Licitações na Saúde Pública
Após um longo período de espera, o deputado Wilson Santos, do PSD, foi escolhido para presidir a nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará denúncias relacionadas a irregularidades em processos licitatórios na Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. A decisão foi oficializada em ato publicado no Diário Oficial Eletrônico na última sexta-feira, assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi.
A CPI terá como foco a análise de atos ocorridos entre os anos de 2019 e 2023, especialmente aqueles que resultaram na deflagração da Operação Espelho pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção da Polícia Civil. Os problemas observados neste período incluem graves irregularidades nas licitações para serviços médicos, especialmente durante a pandemia de Covid-19.
Max Russi destacou que seguiu rigorosamente os requisitos do Regimento Interno da Casa, que solicita a coleta de pelo menos oito assinaturas para a instalação da comissão. Com isso, os parlamentares receberão a responsabilidade de fiscalizar de forma rigorosa a aplicação de recursos públicos, especialmente em um setor tão crítico quanto a saúde.
Consequências das Denúncias e Próximos Passos
As investigações que serão conduzidas pela CPI surgem após a descoberta de sérias irregularidades, que resultaram no sequestro e bloqueio de aproximadamente 35 milhões de reais em bens de investigados. Esses dados revelam a gravidade das denúncias que envolvem a gestão da saúde pública no estado.
Com a publicação do ato oficial, o próximo passo é a indicação de representantes de cada bloco partidário na Assembleia Legislativa. Esses membros titulares e suplentes devem ser apontados em um prazo de cinco dias, totalizando dez integrantes na comissão. A CPI terá um prazo inicial de 180 dias para concluir seus trabalhos, embora essa duração possa ser prorrogada se necessário.
Vale ressaltar que, apesar da oficialização da CPI, a Mesa Diretora e o próprio Wilson Santos decidiram manter em sigilo os nomes dos deputados que apoiaram a criação da comissão. Essa escolha visa proteger os parlamentares de possíveis pressões ou retaliações políticas por parte do governo de Mauro Mendes, considerando a sensibilidade da investigação em questão.
