Ação da Polícia Federal em São Luís
São Luís – A Polícia Federal (PF) prendeu dois policiais militares do Maranhão durante uma operação que aconteceu entre os dias 10 e 11 de outubro. Esta ação faz parte da nova fase da Operação Rota Marítima, que investiga o envolvimento de servidores públicos em atividades criminosas associadas ao tráfico internacional de drogas que ocorre ao longo do litoral maranhense.
Além das prisões dos dois PMs, a PF também executou mais dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão relacionados a outros suspeitos que, segundo as investigações, integram a mesma organização criminosa. As medidas judiciais foram autorizadas pela Justiça Federal do Maranhão.
Objetivos da Operação
A operação da PF tem como foco aprofundar a coleta de evidências e interromper as atividades ilícitas dessa rede criminosa. Durante o cumprimento dos mandados de busca, foram apreendidos simulacros de armas de fogo e as armas funcionais dos policiais militares detidos. Todo o material será submetido aos trâmites legais apropriados.
Investigações indicam que a organização criminosa possui uma estrutura bem definida, com funções específicas para os seus membros. Os integrantes estariam encarregados de etapas que vão desde a recepção e ocultação até o transporte e envio de grandes carregamentos de drogas para o exterior, utilizando rotas marítimas que partem do litoral do Maranhão.
Primeira Fase da Operação
A primeira fase da Operação Rota Marítima ocorreu no dia 9 de outubro, também em São Luís. Naquela ocasião, a PF cumpriu três mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, focando na logística do tráfico internacional de drogas. Assim como na nova fase, as ordens foram emitidas pela Justiça Federal do estado.
Conforme informações da Justiça Federal, os investigados que forem condenados poderão enfrentar sérias penalidades, incluindo acusações por tráfico de drogas, associação para o tráfico e formação de organização criminosa. Essa operação destaca o empenho das autoridades em combater o crime organizado e proteger a sociedade das ações nocivas que afetam a segurança pública.
