Um Mergulho na Cultura Maranhense
O Coletivo Teatrar da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) promoveu, entre os dias 2 e 9 de fevereiro, a Oficina de Máscaras de Fofão na Galeria Trapiche, localizada no coração de São Luís. Essa atividade atraiu diversos participantes interessados em aprender a confecção artesanal das máscaras, além de aprofundar seus conhecimentos sobre a tradição do Fofão, um dos personagens mais icônicos do Carnaval maranhense.
Ligado ao curso de Licenciatura em Teatro da UFMA, o Coletivo Teatrar é composto por artistas e pesquisadores que unem ensino, pesquisa e extensão, focando nas formas animadas e na cultura popular. A oficina contou com a orientação de Lyspectro, Dayana Roberta e Mary Dalva Luz, que conduziram os participantes em um formato que uniu prática artística e reflexão estética.
Técnicas e Tradição
Com uma ênfase na técnica da papietagem, as atividades proporcionaram uma experiência rica em aprendizado, que incluiu explicações sobre os materiais utilizados e um panorama histórico sobre o personagem Fofão. O processo envolveu todas as etapas da construção das máscaras: desde o corte e a colagem até a secagem, pintura e finalização. Essa abordagem também ajudou a destacar a importância da máscara artesanal, que se distingue das versões industrializadas de látex, as quais não conseguem capturar a essência da tradição do Fofão maranhense.
A professora Dayana Roberta, envolvida na coordenação da oficina, mencionou que a realização desta atividade representa um compromisso da UFMA com a valorização das manifestações culturais locais. “A Oficina de Máscaras de Fofão reafirma o nosso compromisso com a valorização das expressões culturais que formam a identidade maranhense. Estamos criando um espaço de formação artística que promove a convivência e a transmissão de saberes, mantendo viva a cultura popular”, afirmou.
Um Legado Cultural
Essa iniciativa é uma continuação de um trabalho que teve início em 2024, quando o Coletivo Teatrar participou da Residência Artística “Máscaras de Fofão e as Formas Animadas”, também na Galeria Trapiche. Esse projeto ampliou o diálogo entre a universidade e o contexto cultural da cidade, inserindo estudantes em um ambiente cultural ativo e dinâmico.
Dayana Roberta ressaltou a importância da parceria com a Galeria Trapiche, que fortalece a ação extensionista da universidade. “Ao ensinarmos a arte de construir a máscara, compartilhamos saberes que atravessam gerações e reforçam a identidade cultural de São Luís. Essa experiência na Galeria é uma articulação perfeita entre Universidade, arte e comunidade, mostrando que tradição, pesquisa e sustentabilidade cultural podem coexistir”, comentou.
Criatividade e Engajamento
A egressa do curso de Artes Visuais da UFMA e integrante do Coletivo Teatrar, Mary Luz, descreveu a oficina como um momento rico em participação e criatividade. “Foi uma experiência proveitosa, muito participativa e criativa. O processo de construção das máscaras, usando a técnica da papietagem, envolveu um grande engajamento por parte dos participantes e destacou o compromisso com o resgate da figura do Fofão no carnaval do Maranhão”, disse.
Além do aprendizado técnico, a oficina também promoveu uma reflexão sobre os elementos que compõem a imagem do Fofão, como o macacão de chitão colorido, os guizos, a vareta e a máscara, que, com seus traços marcantes e cores vibrantes, se tornaram símbolos de alegria e irreverência. Ao final da oficina, os participantes celebraram seus projetos criativos e a troca de saberes que ocorreu ao longo da semana.
Futuro Promissor
Com novas edições programadas, o Coletivo Teatrar da UFMA busca expandir o número de participantes e solidificar a oficina como uma atividade permanente no calendário cultural, visando fortalecer as redes de artistas, educadores e pesquisadores engajados na preservação do Fofão como patrimônio cultural do Maranhão.
