Vacinação Contra Dengue: Expansão das Doses pelo Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde anunciou um plano para ampliar a vacinação contra a dengue em adolescentes, especialmente focando na faixa etária de 10 a 14 anos, utilizando a vacina QDenga. Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), informou ao GLOBO que ainda neste mês de janeiro, todos os municípios brasileiros deverão receber as doses do imunizante, que serão distribuídas para meninas e meninos.
“Não vamos mais apenas recomendar a imunização para 2,7 mil municípios; vamos ampliar para todos os 5.570”, afirmou Gatti, destacando a importância de garantir a proteção adequadas contra a doença em todo o território nacional.
Segundo informações divulgadas anteriormente, o Ministério espera receber da Takeda, a produtora da vacina, a entrega de 9 milhões de doses em 2024, com uma nova remessa do mesmo volume prevista para 2027. A QDenga, que é aplicada em duas doses, se tornou a primeira vacina aprovada contra a dengue no Brasil. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também autorizou a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, que é aplicada em dose única.
O fornecimento limitado dessa vacina nos primeiros anos se deu por conta da baixa capacidade de produção global da farmacêutica. No entanto, em uma entrevista recente ao GLOBO, Derek Wallace, presidente da área de imunizantes da Takeda, assegurou que os problemas de produção foram resolvidos e que o Brasil poderá receber um número maior de doses conforme necessário.
Outra vacina em destaque é a Butantan-DV, que será administrada em massa em três cidades brasileiras: Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE). Nos dias 17 e 18 de janeiro, todos os moradores entre 15 e 59 anos receberão a vacina. Essa ação faz parte de um grande estudo populacional que busca avaliar a eficácia da vacina em situações do “mundo real”, segundo especialistas.
“Temos a certeza de que a vacina é segura e eficaz para o indivíduo. Também sabemos que a imunização terá um impacto significativo na redução da transmissão da dengue, já que a doença depende do ser humano para se manter em circulação”, destaca Eder Gatti. Ele enfatiza a necessidade de entender qual porcentagem da população necessitamos vacinar para interromper a disseminação do vírus no país.
