Uma Performance que Transcende o Esporte
Embora tenha sido marcada por polêmicas, a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, realizada no último domingo em Santa Clara, Califórnia, deixou uma marca indelével na cultura e na política dos Estados Unidos. O rapper porto-riquenho, enfrentou críticas de Donald Trump, que desaprovou a escolha da atração principal e chegou a organizar um evento paralelo, mas isso não diminuiu o impacto de sua performance. Bad Bunny não só atraiu a atenção do público, mas também provocou reflexões profundas sobre identidade e resistência, inserindo questões anticoloniais em um dos eventos mais assistidos do mundo.
Na data do jogo, o volume de telespectadores foi impressionante, com a apresentação atingindo 135,4 milhões de visualizações. Esse número superou as marcas anteriores de artistas como Kendrick Lamar e Michael Jackson, indicando um crescente interesse por representações diversas na mídia. A cobertura da mídia elogiou o show como uma celebração da diversidade, mas também gerou reações negativas entre os apoiadores de Trump, que criticaram não apenas a performance de Bad Bunny, mas também sua origem porto-riquenha, desconsiderando que Porto Rico é um território dos Estados Unidos.
A reação do ex-presidente chegou a ser desdenhosa: “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, afirmou Trump, destacando que a dança era “repugnante” e que o espetáculo era um desdém à cultura americana. Contudo, essa crítica não teve o efeito esperado. A apresentação foi recebida com entusiasmo e se tornou um símbolo de resistência para a comunidade latina nos EUA, em tempos de repressão e hostilidade. Ela ilustrou como a autenticidade pode se manifestar através do ativismo anticolonial.
