Cassems: Um Marco na Saúde de Mato Grosso do Sul
Campo Grande, MS – Desde sua fundação em 2001, a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) não é apenas um plano de saúde, mas sim um verdadeiro pilar da infraestrutura hospitalar privada em Mato Grosso do Sul. Com a celebração de seus 25 anos em 2026, a Cassems se consolidou como responsável por quase 30% dos leitos de UTI do estado, refletindo uma trajetória de crescimento impressionante.
Com um modelo de autogestão inovador, a Cassems se destacou por desafiar as convenções do mercado. Diferente das operadoras tradicionais, que geralmente atuam como meras intermediárias, a Cassems investiu na descentralização da alta complexidade dos serviços de saúde, transformando o cenário local e evitando que pacientes precisem se deslocar para grandes centros, como São Paulo e Curitiba.
Números que Impactam a Saúde Pública e Privada
Os desafios e sucessos da Cassems vão muito além de uma simples estrutura física. De fato, a operadora se tornou um gigante ao unir escala e especialização, revolucionando a saúde pública e privada no estado. Confira os números que evidenciam essa transformação:
Desde sua origem, em 2001, a média de procedimentos anuais realizados pela Cassems era de 350 mil. No último ano, esse número atingiu impressionantes 9,4 milhões de atendimentos em todo o estado, um reflexo do compromisso contínuo com a ampliação da capacidade resolutiva da instituição.
A Cassems conta com uma rede estratégica que inclui 10 hospitais próprios, com a primeira unidade inaugurada em Dourados em 2004. Desde então, a operadora já registrou mais de 8,6 milhões de atos médicos, abrangendo consultas, emergências, exames diagnósticos e cirurgias.
Tratamento Integral e Inovação Tecnológica
Além dos hospitais, a Cassems se dedica a oferecer um cuidado integral, com 76 unidades de atendimento, que incluem centros médicos e clínicas, além de 10 laboratórios em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. A modernização é uma prioridade, como evidenciado nas 256 cirurgias robóticas realizadas em 2024 e na inauguração da Telecirurgia Robótica em 2026, que já contabiliza 42 procedimentos pioneiros na unidade de Campo Grande.
Outro marco importante foi a habilitação para realizar Transplante de Medula Óssea (TMO), tornando-se o único hospital no estado a oferecer esse serviço. Desde sua autorização, 15 vidas foram transformadas por meio desse procedimento. Na área de cardiologia pediátrica, o Hospital Cassems Campo Grande se destaca como o único da rede privada a realizar cirurgias cardíacas pediátricas de alta complexidade, reduzindo o tempo entre o diagnóstico e a cura para crianças atendidas.
O cuidado com a neurodivergência também é uma prioridade, com o Espaço Somos já tendo realizado mais de 40 mil atendimentos para crianças e jovens com autismo, tanto na capital quanto no interior do estado.
Impactos Regionais e Formação de Profissionais de Saúde
Um dos marcos mais significativos dos 25 anos da Cassems foi a notável redução no tempo de resposta para emergências. Em Corumbá, por exemplo, antes da estrutura da Cassems, um paciente em estado crítico precisava viajar 425 km até Campo Grande. Com a instalação da UTI local, o tempo de resposta caiu de 7 horas para apenas 15 minutos.
Em Dourados, o Hospital Cassems agora ocupa um papel fundamental como centro formador de excelência, com programas de Residência Médica e Multiprofissional em Oncologia aprovados pelo MEC. Ricardo Ayache, presidente da Cassems, ressalta: “Ao celebrarmos 25 anos, mostramos que é possível gerir a saúde com tecnologia de ponta, desde cirurgias robóticas até transplantes de medula, sempre com foco na humanização e prevenção”.
Contribuição Social e Desafios Futuros
A Cassems também se destaca como um dos maiores empregadores de Mato Grosso do Sul, gerando 3.350 empregos diretos. Sua gestão é reconhecida pela diversidade, com 76% do quadro funcional composto por mulheres, ocupando 67% dos cargos de liderança. Além disso, o programa Cassems Soma busca a inclusão real de pessoas com deficiência (PCDs) e do público LGBTQIAP+.
Nos próximos anos, a operadora enfrenta desafios significativos, como o envelhecimento populacional e a inflação médica. O modelo participativo, onde os servidores são também proprietários e gestores, continua a ser a base para a sustentabilidade do sistema de saúde que a Cassems representa.
