Uma Nova Esperança para Pacientes Renais
Aos 81 anos, Francisco Ferreira da Silva compartilha o desafio de enfrentar as sessões de hemodiálise longe de casa. “Faço o tratamento três vezes por semana e estava difícil resistir a essa viagem. Chegamos muito abatidos”, conta. No entanto, uma nova fase se inicia com a inauguração do Centro de Hemodiálise Tomé Francisco de Sousa Silva, que ocorrerá no dia 16. O equipamento, instalado pelo Governo do Maranhão, permite que pacientes como Francisco deixem para trás as longas viagens para Açailândia.
Localizada em um prédio cedido pela prefeitura, a nova unidade conta com 12 máquinas de hemodiálise e mais duas de reserva, criando 72 vagas de tratamento regular, com capacidade para até 936 sessões mensais. O funcionamento em três turnos, das 6h às 19h, permitirá atender não apenas Buriticupu, mas também municípios vizinhos.
Francisco, que começou a hemodiálise em setembro do ano passado, precisa sair de sua cidade para receber o tratamento. A fadiga das viagens piorava o seu estado físico e emocional. Entretanto, com a nova unidade funcionando, ele poderá realizar o procedimento perto de casa. “Fazer aqui é um alívio. Fica mais perto e dá mais força para continuar. Essa iniciativa é fantástica”, destacou.
Impacto nas Vidas dos Pacientes
Essa nova estrutura não beneficia apenas os idosos. Rosilene Diniz da Silva, de 38 anos, também comemora a chegada do centro. Ela foi diagnosticada com doença renal crônica e iniciou a hemodiálise em 2024, precisando viajar primeiro para Imperatriz e depois para Açailândia. Com o novo centro em Buriticupu, Rosilene terá a oportunidade de realizar o tratamento ao lado da família e manter a rotina diária. “Fiquei muito assustada quando o médico disse que eu precisava de diálise”, recorda a paciente.
Além de proporcionar conforto aos pacientes, a nova unidade reforça a política do estado de expandir a rede de hemodiálise. Em 2025, o Governo do Maranhão anunciou um ambicioso plano de expansão, que levará serviços de hemodiálise a todas as regionais de saúde. Antes, o estado contava com 279 máquinas; com as novas ampliações, esse número deve aumentar para cerca de 600 equipamentos.
A trajetória de Valdirclei da Silva, 42 anos, ilustra como a hemodiálise pode ser uma etapa rumo ao transplante renal, um serviço já disponível pela administração estadual. Após quase 18 anos em tratamento, ele realizou o transplante há cinco meses no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), em São Luís, contando com o apoio da Central Estadual de Transplantes (CET-MA). “Ter um centro na cidade facilita muito e mostra que existe um futuro além da diálise”, desabafou.
Compromisso com a Saúde da População
No evento de entrega, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, enfatizou a importância da parceria com a prefeitura local. “Estamos juntos da população. Ninguém realiza nada sozinho; esta obra só foi possível graças à colaboração com a administração municipal. Fomos eleitos para enfrentar desafios e solucioná-los, e a inauguração de novos serviços não vai parar”, afirmou.
O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, também destacou o efeito positivo da nova unidade na vida dos cidadãos. “Este centro transforma um sonho em uma realidade palpável. Agora, pessoas que precisavam se deslocar para outras cidades podem realizar o tratamento na sua própria comunidade. A saúde não pode ter distância. Isso é possível porque temos um governo que não só realiza obras, mas também cuida das pessoas”, concluiu.
