Demolição e Requalificação Urbanística
Desde o início de dezembro, a histórica Penitenciária de Florianópolis passa por uma profunda transformação: a demolição do complexo, embora ainda parcialmente em uso, já está em andamento e deve ser concluída nos próximos meses. O espaço, marcado por uma trajetória de superlotação, dará lugar a um centro cultural que promete revitalizar a região.
Inaugurada em 1930 e ocupando uma área equivalente a 17 campos de futebol, a penitenciária localiza-se em uma área em requalificação, próxima à orla, à Universidade Federal de Santa Catarina e à Avenida Beira-Mar, além de estar adjacente ao manguezal do Itacorubi. A proposta é que a nova “Cidade da Cultura” se erga onde antes existia uma instituição prisional, criando um ambiente voltado para a comunidade e manifestações artísticas.
O que Esperar da Cidade da Cultura
O plano para a Cidade da Cultura ainda está em seus estágios iniciais. Até o momento, foram realizados os primeiros estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto. Em 2025, o governo planeja realizar audiências públicas para ouvir a população e coletar sugestões sobre o desenvolvimento da área.
Embora os detalhes específicos sobre as instalações do novo complexo ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é que o espaço aproveite os 173 mil metros quadrados anteriormente ocupados pela penitenciária. O projeto visa incluir áreas destinadas a esportes, gastronomia e lazer, além de ambientes para apresentações e outras expressões culturais.
Integração com o Centro Integrado de Cultura
As atividades planejadas para a nova Cidade da Cultura estarão ligadas ao Centro Integrado de Cultura (CIC), que já se localiza em frente ao antigo complexo prisional. Um processo licitatório está previsto para acontecer em 2026, mas detalhes sobre valores e prazos ainda não foram estabelecidos.
Desativação Completa da Penitenciária
A demolição da Penitenciária de Florianópolis ocorre em um contexto de superlotação, que atingia alarmantes 137%, muito acima da capacidade de cerca de 1.500 detentos. À medida que os processos de discussão e licitação para a criação da Cidade da Cultura avancem, a intenção é que o antigo complexo prisional seja totalmente desativado até o final de 2026.
O governo estadual garantiu que a remoção da prisão não resultará em um aumento no déficit do sistema penitenciário de Santa Catarina. Nos próximos três anos, está previsto um investimento de R$ 1,4 bilhão para a abertura de aproximadamente 9.600 novas vagas em presídios localizados em outras regiões do estado. Além disso, a administração estadual já anunciou a nomeação de 790 novos policiais penais para ajudar a atender à demanda crescente.
