Reunião Do Consecult Aposta na Descentralização Cultural
Na última reunião ordinária do ano, ocorrida na sexta-feira (19) no Museu de História da Paraíba, localizado no Centro de João Pessoa, os conselheiros celebraram a troca de guardas da Polícia Militar, marcada pela apresentação da banda da corporação. Durante o encontro, o Consecult analisou as ações realizadas em 2025 e abordou a continuidade e o fortalecimento das políticas culturais no estado, incluindo a implementação do Ciclo 2 dos editais de fomento da Política Nacional Aldir Blanc.
Os conselheiros de cultura desempenham um papel fundamental ao levar as demandas da sociedade paraibana ao Consecult, que é composto por membros do poder público e representantes da sociedade civil. As discussões acontecem tanto em reuniões ordinárias quanto extraordinárias, com o intuito de promover um diálogo efetivo sobre as necessidades culturais da população.
O secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, enfatizou a importância da coesão entre os membros do conselho, destacando que as decisões visam descentralizar e regionalizar os editais culturais, para que beneficiem um número maior de pessoas em toda a Paraíba. ‘O que estamos construindo aqui vai além deste plenário. Estamos conectando com as pessoas que fazem cultura do litoral ao sertão da Paraíba. Isso é uma ponte muito importante, que pode ser vista como descentralização ou, como bem coloca a ministra da Cultura Margareth Menezes, novas centralidades. Quando optamos por essa abordagem, temos a consciência de que estamos gerando um impacto real na vida das pessoas’, ressaltou Santos.
Ele acrescentou que essa movimentação pode fortalecer o sentimento de pertencimento das comunidades em relação à sua cultura. ‘Ver o interior do estado se desenvolvendo culturalmente e as pessoas se apropriando desse processo é gratificante. Hoje, como secretário de Cultura, sinto-me realizado ao testemunhar essas ações se concretizando, com as pessoas orgulhosas de suas produções artísticas e consumindo cultura em seus territórios’, afirmou.
Novos Conselheiros e Responsabilidade Coletiva
Na mesma oportunidade, o Consecult deu as boas-vindas aos novos conselheiros que integrarão a equipe no biênio 2026-2028. O processo eleitoral de 2025 foi um marco, com 12 titulares e 11 suplentes eleitos, resultando em mais de 12 mil votos. Eleições ocorreram em 48 cidades da Paraíba, garantindo acessibilidade e permitindo que todos que desejavam exercer sua cidadania cultural o fizessem.
A primeira regional de cultura, que abrange municípios como João Pessoa, Bayeux, Baía da Traição e Marcação, registrou um total de 2.305 votos, com Rodolfo Potiguara e Célia Domiciano sendo eleitos. Na segunda regional, que inclui Guarabira, Alagoa Grande, Bananeiras e Dona Inês, a votação contabilizou 999 votos, resultando na eleição de Handerson Nascimento e Joilson Custódio.
Outras regiões também contribuíram para o processo eleitoral: a terceira, abrangendo Campina Grande, Alcantil, Cabaceiras e Esperança, teve 1.121 votos, enquanto a quarta, com Cuité, Picuí, Nova Floresta e Sossego, registrou 898 votos. A quinta regional, que inclui Monteiro, Assunção, Sumé e Taperoá, obteve 469 votos. E a sexta, que abrange Patos, Mãe D’água, Santa Luzia e São Mamede, teve 1.397 votos. A sétima regional, com Itaporanga, Coremas, Nova Olinda e Serra Grande, ganhou 1.210 votos. A oitava, que inclui Catolé do Rocha, Bom Sucesso, Riacho dos Cavalos e São Bento, teve Genaldo Lima como único inscrito, recebendo 346 votos. A nona regional, abrangendo Cajazeiras, Poço Dantas, Poço José de Moura e Triunfo, contou com 420 votos. E a décima, abrangendo Sousa, Nazarezinho, Paulista e Pombal, registrou 630 votos. Por fim, na décima primeira regional, com Princesa Isabel, Manaíra, Tavares e Teixeira, foram 1.773 votos, enquanto a décima segunda, abrangendo Itabaiana, Pilar, São Miguel de Taipu e Umbuzeiro, contabilizou 645 votos.
Consecult e Seu Papel na Cultura Paraibana
O Conselho Estadual de Política Cultural da Paraíba, um órgão colegiado dentro do Sistema Estadual de Cultura, desempenha funções normativas, deliberativas, consultivas e fiscalizadoras, visando promover a gestão democrática da política cultural do estado. Composto por 24 membros titulares e o mesmo número de suplentes, sua composição é equilibrada entre representantes do poder público e da sociedade civil, assegurando que 50% dos integrantes provenham de setores artístico-culturais de reconhecida idoneidade, residentes na Paraíba, e nomeados por Ato Governamental.
