Desempenho positivo do setor de artesanato
O artesanato maranhense encerrou o ano de 2025 com resultados notáveis em termos de visibilidade, geração de renda e fortalecimento institucional. Durante o ano, artesãs e artesãos participaram de diversas feiras, exposições e ações formativas, que não apenas destacaram o setor como uma expressão cultural rica, mas também como uma atividade econômica vital para o Maranhão.
As iniciativas foram coordenadas pelo Governo do Maranhão, através da Secretaria de Estado do Turismo, contando com a parceria do Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama) e da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro. A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, enfatiza a relevância do artesanato para o desenvolvimento do estado: “O artesanato é parte essencial da identidade do Maranhão e um importante produto turístico. Investir nesse setor significa gerar renda, preservar saberes tradicionais e fortalecer a nossa cultura”, destacou.
Impacto econômico e inclusão social
No ano de 2025, a participação ativa do artesanato maranhense em eventos resultou na venda de 4.687 peças, gerando cerca de R$ 542 mil em negócios. Dentre os beneficiados, 205 artesãos receberam apoio direto, enquanto 314 foram impactados indiretamente, ampliando o alcance econômico e social das ações realizadas.
Conforme dados do Observatório do Turismo do Maranhão, 88,1% dos artesãos cadastrados são mulheres, a maioria entre 36 e 60 anos, evidenciando o papel do artesanato como um instrumento de autonomia financeira e inclusão produtiva, além de fortalecer a economia criativa na região.
Revitalização e fortalecimento do Ceprama
Em 2025, o Ceprama passou por um processo de revitalização, alinhado ao projeto Vila Arte – MaranhenCidade. Essa iniciativa do Governo do Maranhão e da Setur-MA visa transformar o equipamento em um espaço mais dinâmico e representativo da diversidade cultural maranhense. Entre as melhorias realizadas, destacam-se a requalificação do terraço cultural e a revitalização de auditórios.
Segundo Jorge Beckmann, coordenador de Projetos Especiais, a Vila Arte representa um novo conceito de ocupação do Ceprama. “O projeto integrou artesanato, economia criativa e experiências culturais, remodelando espaços e criando áreas de convivência, tornando o Ceprama um ambiente vivo que valoriza o trabalho dos artesãos”, afirmou.
Valorização do artesanato local
Dentro do projeto Vila Arte, foi criado um espaço municipalista voltado à valorização da produção artesanal dos municípios do Maranhão. Este espaço comercializa peças de diferentes regiões, ampliando a representatividade e a interiorização das políticas públicas. Silvério Costa, diretor do Ceprama, destacou que o municipalismo é uma das marcas da atual gestão: “Esse espaço é um marco e valoriza o artesanato produzido nos municípios, fortalecendo a identidade cultural de cada território”, ressaltou.
Agenda Cultural e Expectativas Futuras
A agenda cultural do Ceprama também consolidou São Luís como a Capital Brasileira do Reggae, por meio da realização de festas que integraram música, cultura popular e artesanato. Para o ano de 2026, as expectativas incluem a expansão do espaço municipalista, com a adesão de novos municípios e maior ênfase no artesanato do interior.
Formalização e Crescimento do setor
O Programa do Artesanato Brasileiro também avançou na formalização das atividades, com 4.218 artesãos cadastrados no estado. Em 2025, foram feitos 129 novos cadastros em municípios como Raposa, Paço do Lumiar e São Mateus. O Edital de Chamamento Público nº 05/2025 no Ceprama credenciou 30 artesãos e 9 trabalhadores criativos, aumentando a diversidade de produtos e técnicas disponíveis.
A artesã Lúcia Franco, que atua no Ceprama há 37 anos, avaliou positivamente o ano: “Os eventos e oficinas foram fundamentais para as vendas e para nosso aprendizado. O Ceprama é um espaço que acolhe e fortalece quem vive do artesanato”, disse.
Visibilidade e Projeção Nacional
O artesanato maranhense teve uma presença marcante em eventos nacionais, como o 19º Salão do Artesanato em São Paulo, que gerou aproximadamente R$ 299 mil em vendas, e a 25ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) em Pernambuco, com cerca de R$ 85 mil em negócios. Liliane Castro, coordenadora estadual do PAB, afirmou que esses resultados refletem um trabalho integrado: “Os números de 2025 mostram que o artesanato maranhense está fortalecido, e a valorização cultural é fundamental para esse avanço”.
