Indústria e Setor Primário em Destaque
SÃO LUÍS – Os dados do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) mostram que a economia do Maranhão apresentou um crescimento que superou a média nacional em 2025, com a indústria desempenhando um papel vital nesse avanço. Em entrevista à TV Mirante, realizada na última segunda-feira (30), Dionatan Carvalho, presidente do Imesc, sublinhou que os resultados refletem a performance consistente dos diversos setores produtivos do estado.
A indústria, em particular, foi a grande protagonista, registrando um impressionante crescimento acumulado de 10,9% ao longo do ano. Todos os segmentos industriais conseguiram expandir mais de 5%, evidenciando o impacto significativo que tiveram nos resultados gerais da economia maranhense. O segmento de transformação, por exemplo, destacou-se com um crescimento expressivo de 21,7%, sendo fundamental para o desempenho econômico do estado.
Crescimento de Setores Econômicos
Além do notável avanço da indústria, o setor primário também apresentou resultados positivos, registrando um crescimento de 10,3% no total acumulado do ano. Esse desempenho foi principalmente impulsionado pela produção de lavouras temporárias, que alcançou impressionantes 7,46 milhões de toneladas durante o período. Por outro lado, o setor terciário, embora tenha crescido apenas 1,4%, continuou a desempenhar um papel crucial na geração de empregos, especialmente nas áreas de comércio e transporte, que foram beneficiadas pelo escoamento da produção agrícola.
Impactos Sociais e Geração de Empregos
Apesar deste crescimento robusto, o Maranhão ainda enfrenta desafios significativos, com índices históricos de pobreza que são considerados estruturais. Dionatan Carvalho enfatizou a necessidade de focar na evolução dos indicadores econômicos e sociais, ressaltando que, ao comparar 2021 como base 100, o PIB do estado cresceu 15,2% nos últimos cinco anos. Durante esse período, foram gerados mais de 110 mil empregos formais, elevando o total de vínculos formais para mais de 590 mil.
Atualmente, o Maranhão conta com aproximadamente 2,7 milhões de pessoas empregadas, mantendo uma das menores taxas de desocupação desde o início da série histórica em 2012. “Ao analisarmos o mercado de trabalho nesse intervalo, percebemos que conseguimos agregar mais de 110 mil empregos formais à nossa economia”, afirmou Carvalho, mostrando um cenário de esperança para os trabalhadores do estado.
A Influência do Agronegócio
O agronegócio se destaca como outro componente essencial da economia maranhense, contribuindo não apenas para a geração de empregos, mas também para a arrecadação tributária. Dionatan Carvalho ressaltou que o setor tem um impacto significativo no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tanto nas transações interestaduais quanto na relação com a indústria, já que fornece insumos essenciais para o setor secundário.
Ele também evidenciou os investimentos do governo estadual, sob a liderança do governador Carlos Brandão, que têm promovido a integração entre a produção agrícola e a indústria. Essa interação tem ampliado o valor agregado da economia local, fortalecendo ainda mais a base econômica do estado.
Expectativas para 2026
Olhando para o futuro, as expectativas para 2026 são otimistas, com a projeção de que a economia do Maranhão continue a crescer e a manter o desempenho positivo dos principais setores. No setor primário, a estimativa inicial de produção é de 7,43 milhões de toneladas, embora revisões possam ser feitas ao longo do ano. A indústria deve continuar sua trajetória de expansão, com novos investimentos previstos, enquanto o setor terciário deverá reagir positivamente ao aumento da renda familiar. “Esperamos que o crescimento econômico do Maranhão siga em um ritmo constante”, concluiu Carvalho.
