Análise do Boletim da Conjuntura Econômica
Em um evento realizado na última quarta-feira, 14 de fevereiro de 2025, o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) apresentou o Boletim da Conjuntura Econômica Maranhense referente ao terceiro bimestre. Com uma trajetória que se iniciou em 2008, este boletim se consolidou como uma importante ferramenta de análise do crescimento econômico do estado, fundamentando-se em dados que evidenciam o desempenho positivo da economia local.
Durante uma entrevista ao canal de TV Mirante, o presidente do Imesc, Dionatan Carvalho, destacou que a análise econômica abrange três âmbitos: o internacional, o nacional e o local. Em relação ao Maranhão, os números são animadores: com uma taxa de crescimento do PIB de 4,2% no terceiro trimestre de 2025, o estado superou as médias do Nordeste e do Brasil, que foram, respectivamente, de 2,4% e 1,8%. Este resultado positivo reflete um ambiente econômico favorável e a eficiência de políticas públicas direcionadas ao desenvolvimento.
Contribuições do Setor Primário ao Crescimento
Dionatan Carvalho ressaltou que o boletim oferece detalhes sobre quais setores impulsionaram o crescimento da economia maranhense. O setor primário se destacou, apresentando um aumento de 19% no trimestre, culminando em um crescimento acumulado de 9,1% ao longo do ano. Este desempenho está diretamente ligado à produção de grãos, que deve totalizar mais de 7,46 milhões de toneladas em 2025, com a soja apresentando um avanço notável de 11% e o milho e a mandioca, este último com um crescimento impressionante de mais de 57%.
“Aprofundamos a análise das atividades econômicas que mais impactaram a economia maranhense. A pujança do setor primário é inegável. Além do crescimento significativo na produção de grãos, observamos uma queda nos preços, como no caso da farinha, graças a esse desempenho robusto”, afirmou Carvalho.
Impacto na Inflação e Pobreza
Em 2025, o Maranhão experimentou um cenário de deflação em vários meses, com exceção de setembro, que sofreu influência de um ajuste na tarifa de energia elétrica. O resultado foi uma taxa de inflação de 3,2%, inferior à média nacional de 4,2%, dado que foi atribuído ao aumento na produção de alimentos. O grupo de alimentos e bebidas, especificamente, registrou a maior diminuição nos preços, beneficiando as famílias de menor renda, já que os alimentos compõem a maior parte da cesta de consumo, ampliando assim o poder de compra.
Perspectivas para Emprego e Renda
Ao abordar os efeitos desses indicadores na renda per capita, o presidente do Imesc comentou sobre a evolução das atividades econômicas e a crescente mecanização do setor primário, que, embora eleve a produtividade, tende a gerar menos empregos. No entanto, o aumento da demanda por mão de obra, impulsionado pela política estadual de atração de investimentos, vem criando novas oportunidades de emprego.
Em números, o Maranhão alcançou a marca de 2,7 milhões de pessoas ocupadas no terceiro trimestre, com um rendimento real mensal que totalizou R$ 5,8 bilhões, representando um crescimento de 5,1% comparado ao ano anterior. As ocupações aumentaram em 3,6%, e a taxa de desemprego caiu para 6,1%, posicionando o estado como o que apresenta a menor taxa no Nordeste. Este crescimento sustentável traz impactos diretos na renda familiar, permitindo que o Maranhão atinja níveis de salário que estavam previstos apenas para 2027.
Expectativas Futuras para a Economia Maranhense
Sobre as projeções para os próximos anos, Dionatan Carvalho revelou que a expectativa é de que o crescimento do Maranhão continue superando a média nacional. O Governo estadual vem implementando uma política ativa de atração de investimentos, buscando tornar o estado cada vez mais atrativo para grandes empresas. Os investimentos previstos para 2026 prometem fortalecer ainda mais a economia maranhense, sinalizando um futuro promissor.
