Uma Reflexão Sobre a Expressão Cultural Periférica
A Literatura Marginal emerge como um poderoso grito de existência e resistência. O Hip Hop, por sua vez, transcende a mera musicalidade, unindo-se à literatura na luta por vozes que foram silenciadas por muito tempo. Ambas as manifestações culturais nascem da necessidade de expressar realidades frequentemente ignoradas, evidenciando que a cultura não é um privilégio, mas um direito de todos. Contar a própria história é um ato político, e ocupar espaços com essas narrativas é uma forma significativa de resistência. A periferia não apenas consome cultura, mas a produz, trazendo conhecimento, arte e reflexão que desafiam estigmas. Ao criar, a periferia afirma em alto e bom som: a cultura é nossa!
Ferréz, nome artístico de Reginaldo Ferreira da Silva, é um renomado escritor, poeta, roteirista e ativista cultural. Nascido em São Paulo, ele se tornou uma figura central na literatura marginal e no movimento hip-hop brasileiro. Entre suas obras mais conhecidas, destacam-se Capão Pecado e Manual prático do ódio, que retratam a vida nas periferias. Além de seu trabalho literário, Ferréz é um empreendedor com uma marca de roupas chamada 1Dasul e fundador da ONG Interferência, que promove a leitura e a valorização da cultura periférica.
Por outro lado, Toni C se destaca como artista multimídia, escritor e pesquisador. Com uma carreira marcada por grandes produções, ele foi roteirista do documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem – Emicida, disponível na Netflix, e diretor do documentário É Tudo Nosso! O Hip-Hop Fazendo História. Além disso, é corroteirista do curta A Mais Bela História de Princesa, e autor da biografia do rapper Sabotage. Seus livros, como Hip-Hop: 50 Anos, 50 Crônicas e O Hip-Hop Está Morto!, refletem sua profunda conexão e contribuição à cultura Hip-Hop. Toni C também é o fundador da LiteraRUA, uma editora dedicada a promover a arte e a cultura das ruas, sendo O Menino Que Pensa Fora da Caixa seu primeiro trabalho na literatura infantojuvenil.
Tamires Sabotage, filha do icônico rapper Sabotage, é uma jovem que já se destaca no cenário cultural como estudante de Direito, palestrante, cantora e compositora. Ela ocupa a presidência do Instituto Todos Somos Um e do Centro Cultural Sabotage Vive, além de ser uma líder comunitária na região do Boqueirão, na Zona Sul de São Paulo. Com seu engajamento, Tamires representa uma nova geração que leva adiante a mensagem de seu pai e busca inspirar outros através da música e da arte.
Para participar desse evento que celebra a cultura periférica, os interessados devem retirar ingressos com 30 minutos de antecedência na bilheteira do Sesc São Paulo. Essa oportunidade é uma chance de se conectar com vozes que reafirmam o poder das narrativas marginalizadas e o direito de cada um de contar sua própria história. Não perca a chance de se inspirar e se envolver com a rica cultura que emana da periferia!
