Mudança Drástica na Gestão Escolar Levanta Críticas
A Prefeitura de São Luís implementou uma alteração significativa em sua estrutura administrativa ao exonerar mais de 100 diretores-adjuntos da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Essa decisão, anunciada pelo prefeito Eduardo Braide (PSD), foi formalizada em um ato oficial publicado no Diário Oficial em 30 de dezembro de 2025, durante o período de recesso e próximo ao início das atividades letivas.
A justificativa apresentada por Braide para essa medida é a necessidade de adequação às novas diretrizes do Fundeb, em especial à Condicionalidade I do VAAR (Valor Aluno Ano Resultado). O prefeito argumenta que a manutenção de dirigentes que não fazem parte do Banco de Gestores Escolares, criado em um Processo Seletivo Simplificado em 2025, poderia comprometer o repasse de verbas federais fundamentais para o município. O VAAR condiciona a liberação desses recursos à adoção, por parte das prefeituras, de critérios técnicos de mérito e desempenho na gestão escolar.
De acordo com informações do Palácio La Ravardière, a presença de gestores que não integram o ‘Banco de Gestores Escolares’, estabelecido pelo Edital nº 01/2025, comprometeria a obtenção de recursos do Valor Aluno Ano. Isso geraria um impacto financeiro significativo para o município, o que justifica a urgência da medida.
No entanto, o momento escolhido para a implementação dessas exonerações gerou uma série de questionamentos. Especialistas e integrantes da comunidade escolar manifestam sua preocupação, criticando a decisão de demitir em massa sem aviso prévio ou diálogo com os profissionais envolvidos. Além disso, a falta de um comunicado público antes da exoneração de gestores que possuem anos de serviço reconhecido foi um ponto de discórdia.
Essa exoneração em larga escala é percebida como uma ênfase em objetivos financeiros em detrimento da estabilidade pedagógica nas instituições de ensino. Até o presente momento, tanto a prefeitura quanto a secretaria municipal de Educação não esclareceram como se dará a substituição imediata desses gestores. A falta de informações também levanta dúvidas sobre a continuidade administrativa e pedagógica nas escolas com o retorno dos alunos às aulas.
