Desvio de Recursos e Prisões em Massa
Uma ação do Ministério Público do Maranhão (MPMA) resultou na prisão do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, da primeira-dama Eva Curió e de diversos vereadores, todos suspeitos de participarem de um esquema de desvio de recursos públicos que pode ultrapassar a marca de R$ 56 milhões. As apurações revelam que esses valores foram retirados dos cofres municipais entre os anos de 2021 e 2025, gerando preocupação em relação à gestão financeira do município.
A Operação Tântalo II, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), teve como alvo não apenas o prefeito, mas também outros agentes públicos que supostamente integravam a organização criminosa.
Entrega à Polícia e Cumprimento de Mandados
O prefeito Curió se apresentou à polícia em São Luís na manhã de quarta-feira (24), após dois dias foragido. Juntamente com ele, a primeira-dama, a ex-vice-prefeita Janaína Lima, seu marido Marlon Serrão e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros, também se entregaram. Com isso, todos os mandados de prisão em aberto foram cumpridos, permitindo que a operação avançasse sem maiores obstáculos.
Conforme informações do MPMA, o esquema de desvio de recursos ainda envolve a vice-prefeita Tânia Mendes, todos os 11 vereadores em exercício, um ex-vereador, servidores públicos e empresários. É importante notar que parte dos investigados teve a prisão preventiva convertida em restrições domiciliares ou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Detalhes sobre as Prisões e a Abrangência da Ação
Os principais acusados, incluindo o prefeito e a vice-prefeita, deverão cumprir prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, localizado em São Luís. Outros investigados, por sua vez, permanecerão em liberdade, mas com restrições impostas pela Justiça, que visam garantir a continuidade das investigações.
A operação resultou no cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão em várias cidades do Maranhão, como São Luís, Paço do Lumiar, Pinheiro, Barreirinhas e Santa Helena. Essa ação é uma continuação da primeira fase da Operação Tântalo, que ocorreu em fevereiro deste ano, e evidencia a seriedade das denúncias e a determinação do MPMA em combater a corrupção.
Crimes e Empresas Envolvidas no Esquema
De acordo com o Ministério Público, as investigações revelam indícios de crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A operação aponta que contratos fraudulentos eram firmados com empresas de fachada, utilizadas como meio para o desvio de recursos públicos.
Entre as empresas mencionadas estão a Posto Turi SP Freitas Júnior Ltda., Luminer Serviços Ltda., MR Costa Ltda. e WJ Barros Consultoria Contábil. O MPMA informa que o Posto Turi, vinculado a Marlon Serrão, recebeu mais de R$ 17,2 milhões do município. A investigação também indica que parte desses valores foi repassada ao prefeito e que outra parte foi utilizada para financiar despesas pessoais de aliados políticos.
As investigações estão em andamento, e o Ministério Público do Maranhão continua avaliando novas denúncias, que poderão surgir a partir da análise do material apreendido durante as operações. O caso segue em destaque, refletindo a luta contra a corrupção e pela transparência na administração pública no Maranhão.
