Destaque da Spartacus no Festival Sesi de Educação
A equipe Spartacus, composta por alunos da Escola Sesi de São Luís, teve um desempenho notável no primeiro dia do Festival Sesi de Educação 2026, que ocorre em São Paulo (SP). O grupo compete na categoria STEM Racing, anteriormente conhecida como F1 in Schools, e impressionou a todos com sua precisão técnica e velocidade na montagem do pit stop, que é o estande da equipe. Um feito significativo foi a conquista de um desempenho impecável ao não receber penalidades no escrutínio técnico, um teste essencial que assegura que os veículos e equipamentos atendam aos padrões exigidos pela competição.
Esta avaliação é crucial, pois a inspeção verifica se o carro e os itens de segurança estão em conformidade com as regras do torneio. Alcançar um resultado perfeito nesse critério significa que o automóvel está completamente pronto para entrar na pista.
Início das Disputas Nacionais
Após se consagrar campeã na etapa regional, a equipe deu início às disputas ao longo desta sexta-feira durante o festival nacional. Com tempos competitivos, os estudantes estão determinados a assegurar um lugar entre os melhores do evento.
Experiência da Equipe e Representatividade
Maria Clara Lins, gestora de projeto social da Spartacus e única menina no time, compartilhou suas experiências em um grupo predominantemente masculino. Ela destacou que o ambiente é pautado por colaboração e respeito mútuo entre os integrantes. No cenário da competição, inspirado pela Fórmula 1 e repleto de carros, peças e pistas, Maria Clara desempenha papéis em diversas áreas, incluindo engenharia, gestão, marketing e empreendedorismo. Ela também foi fundamental na criação da personagem “Zarina”, que simboliza a presença feminina no projeto.
“Esta é a minha segunda participação no campeonato nacional. Acredito que a robótica e o projeto STEM me proporcionaram uma visão ampliada sobre o mercado de trabalho, além de desenvolver habilidades essenciais como trabalho em equipe e aceitação de críticas construtivas”, declarou Maria.
Projeto Social com as Rendeiras de Bilro
O trabalho social da equipe Spartacus se concentra nas rendeiras de bilro, que enfrentam desafios significativos devido à vulnerabilidade em que vivem. Muitas dessas artesãs habitam palafitas e lidam com problemas como acúmulo de resíduos e enchentes, o que afeta sua produção.
Para mitigar esses problemas, a equipe desenvolveu um equipamento inovador que transforma garrafas PET descartadas na própria comunidade em fios para a produção artesanal. Essa ação visa não apenas reduzir os custos de matéria-prima, mas também facilitar o acesso a recursos e promover a sustentabilidade.
Caminhada da Spartacus nas Competições
O professor Luiz Fernando Lopes Silva, responsável pela robótica na Escola Sesi São Luís e técnico da Spartacus, comentou sobre o progresso da equipe ao longo dos anos. “Iniciamos nosso trabalho em 2019/2020 e a evolução da Spartacus tem sido rápida e significativa. Após conquistar prêmios como Espírito Esportivo e Melhor Oratória, a equipe agora é uma das melhores do Brasil”, contou.
Ele também lembrou o desempenho da equipe na temporada 2023/2024, quando garantiu uma vaga em um Open Internacional e se qualificou para o campeonato mundial em Abu Dhabi.
Representatividade do Maranhão no Festival
Além da Spartacus, outras equipes da Escola Sesi São Luís também estão presentes no festival. Na categoria FIRST LEGO League Challenge (FLLC), competem as equipes Unimate, Gipsy Danger e Dracarys. Durante a manhã de sexta-feira, a equipe Dracarys obteve 535 pontos na mesa de robótica, enquanto a Gipsy Danger registrou a mesma pontuação, ambas se destacando nas rodadas iniciais.
Na FIRST Tech Challenge (FTC), a equipe Everest está participando das etapas de treinamento e das competições que começaram nesta sexta-feira em São Paulo. Todos os integrantes do grupo são alunos da Escola Sesi São Luís.
Festival de Educação até o Dia 8 de Março
O Festival Sesi de Educação se estende até o dia 8 de março (domingo) e é gratuito ao público. Reconhecido como a maior celebração de robótica e educação STEAM—Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática—na América Latina, o evento não só promove as competições, mas também atua como uma vitrine para os projetos desenvolvidos por estudantes brasileiros, servindo como uma porta de entrada para competições internacionais de robótica.
