Audiência não avança e greve continua
A greve dos rodoviários na Grande São Luís entra no seu segundo dia, afetando aproximadamente 700 mil passageiros. A situação se agrava após uma audiência de mediação realizada na tarde de sexta-feira (30), que terminou sem um acordo entre os trabalhadores e os empresários do setor. Uma nova audiência foi marcada para a próxima terça-feira (4), às 9h, na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Durante a audiência, o TRT concedeu uma liminar que estabelece que 80% da frota de ônibus deve retornar às ruas imediatamente, enquanto as partes continuam a negociar. A categoria de rodoviários está reivindicando um reajuste salarial de 15%, o aumento do tíquete-alimentação para R$ 1.500 e a inclusão de um dependente adicional no plano de saúde.
De acordo com Marcelo Brito, presidente do Sindicato dos Rodoviários, foi apresentada uma contraproposta durante a audiência, sugerindo um reajuste de 12%. Os empresários, segundo Brito, se comprometeram a discutir a viabilidade desse percentual. Enquanto isso, a greve afeta tanto as linhas urbanas quanto as semiurbanas, e a expectativa é que continue até que uma nova proposta seja apresentada. No momento, não há uma previsão clara de quando o serviço será normalizado.
Resposta das autoridades sobre a greve
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) se manifestou sobre a situação, afirmando que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público está em dia. Além disso, a SMTT anunciou que, desde a manhã do dia anterior, foram disponibilizados vouchers para corridas por aplicativo, como alternativa aos usuários do transporte público durante a greve. Essa medida permanece em vigor enquanto a paralisação continua.
Em nota, a SMTT reiterou: “O compromisso do Município de São Luís com o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia. Também informamos que, desde o início da greve, foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários, em consonância com a decisão do STF”. A secretaria espera que um entendimento entre empresários e rodoviários seja alcançado rapidamente, permitindo o restabelecimento do serviço de transporte público para a população.
Subsídios estaduais e responsabilidade trabalhista
A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) também divulgou informações a respeito da greve. Segundo a MOB, o subsídio estadual está sendo pago regularmente, seguindo os prazos estabelecidos. A agência destacou que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto em seus contratos de concessão.
A MOB informou ainda que continua em diálogo com os sindicatos e está adotando, dentro de suas competências legais, as medidas necessárias para contribuir com a rápida retomada dos serviços de transporte, que são essenciais para a população de São Luís. O impasse entre os rodoviários e os empresários do transporte público reflete uma situação crítica que requer a atenção de todos os envolvidos, visando o bem-estar dos usuários que dependem desse serviço.
