Passageiros Enfrentam Desafios na Mobilidade
No segundo dia da greve dos rodoviários, os passageiros de São Luís enfrentam sérios transtornos. Mesmo com uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determina a circulação de 80% da frota, as ruas da Grande São Luís estão praticamente desertas, sem ônibus disponíveis para a população. Essa situação impacta diretamente cerca de 700 mil pessoas que dependem do transporte público para suas atividades diárias, obrigando muitos a buscarem alternativas para se locomover.
A crise no sistema de transporte público de São Luís não é uma novidade. O Sindicato dos Rodoviários já registrou pelo menos sete paralisações gerais nos últimos anos, sinalizando os desafios que o setor enfrenta. Recentemente, a greve dos funcionários da empresa Expresso Rede França, anteriormente chamada 1001, teve origem no atraso no pagamento de salários e benefícios, acentuando as dificuldades já existentes.
A Luta por Reajuste Salarial e Melhorias
Atualmente, a greve geral dos rodoviários traz à tona questões relacionadas ao reajuste salarial previsto para 2026, com a categoria reivindicando um aumento de 12%. Apesar das tentativas de mediação judicial, as partes ainda não chegaram a um consenso. O Tribunal Regional do Trabalho já fez um alerta sobre a possibilidade de imposição de multas diárias e bloqueio de recursos se a decisão não for cumprida.
Os rodoviários argumentam que as condições de trabalho são bastante desafiadoras, enquanto os empresários destacam que o congelamento das tarifas desde 2023 tem aumentado a pressão sobre os custos operacionais do sistema. A Prefeitura de São Luís, por sua vez, assegura que está cumprindo com os repasses de subsídios às empresas, conforme estabelecido em contrato. No entanto, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) solicita maior transparência relacionada aos custos do sistema.
Sem Acordo e Novas Audiências
A audiência de mediação entre o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão e o Sindicato das Empresas de Transporte terminou sem acordo, prolongando a greve para o terceiro dia consecutivo. Com cerca de 700 mil passageiros afetados, a paralisação deverá prosseguir até que uma nova proposta seja apresentada. Uma nova audiência está agendada para a próxima terça-feira na sede do Tribunal Regional do Trabalho.
As reivindicações dos rodoviários incluem um reajuste salarial de 15%, um tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. Durante as negociações, foi sugerida uma contraproposta de 12% de reajuste, com os empresários se comprometendo a avaliar a viabilidade desta proposta. Enquanto isso, a população da capital maranhense continua a enfrentar dificuldades e despesas extras para se deslocar, sem previsões claras para o retorno dos serviços de ônibus.
