Reivindicações e Consequências Legais
A greve dos rodoviários na Grande São Luís alcançou o quarto dia, mesmo após uma ordem judicial que determina a manutenção de 80% da frota em operação. A categoria busca um reajuste salarial de 12%, além de um tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Em resposta ao descumprimento da liminar, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) estabeleceu uma multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários. A decisão também prevê o bloqueio de recursos da entidade a cada 48 horas caso a ordem não seja cumprida, utilizando o sistema BacenJud.
Negociações e Impacto no Transporte Público
Uma tentativa de mediação ocorreu na sexta-feira (30) entre o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), mas as partes não chegaram a um acordo. Uma nova audiência está agendada para terça-feira (3), às 9h.
Nesta segunda-feira (2), passageiros enfrentaram longas filas e esperas prolongadas para conseguir embarcar em vans e ônibus alternativos em avenidas movimentadas, como a principal da Cidade Operária e o Anel Viário. A situação gerou transtornos e a insatisfação dos usuários do transporte público.
Resposta das Autoridades e Medidas Emergenciais
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) emitiu uma nota afirmando que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público está regular e que foram disponibilizados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários, enquanto a greve continuar. Segundo a SMTT, “o compromisso do Município de São Luís com o pagamento do subsídio encontra-se em dia” e a medida visa minimizar os impactos da paralisação no transporte da população.
Além disso, a SMTT expressou a expectativa de que empresários e rodoviários cheguem a um entendimento rapidamente, visando restabelecer a normalidade dos serviços. Os vouchers para aplicativos foram uma solução temporária implementada para apoiar os usuários durante a greve.
Posição da Agência Estadual de Mobilidade Urbana
A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) também se manifestou sobre a situação, assegurando que o subsídio estadual está sendo pago em conformidade com os prazos estabelecidos. A MOB enfatizou que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme os contratos de concessão. A agência permanece em diálogo com os sindicatos e está adotando medidas apropriadas para contribuir com a retomada dos serviços o quanto antes.
Com a greve em andamento, tanto as autoridades municipais quanto estaduais continuam a buscar soluções para um impasse que afeta diretamente a mobilidade urbana de São Luís, deixando os passageiros em uma situação delicada e à espera de um desfecho favorável.
