Greve de ônibus afeta São Luís
São Luís enfrenta uma greve parcial de ônibus que chega ao terceiro dia neste domingo, dia 15. Desde a última sexta-feira, dia 13, os ônibus urbanos estão fora de circulação na capital maranhense, com a frota semiurbana sendo a única a operar, atendendo principalmente rotas que conectam a cidade a bairros e municípios como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.
A paralisação foi promovida pelo Sindicato dos Rodoviários, motivada pelo não pagamento do reajuste salarial acordado. O movimento de passageiros nas ruas da cidade é visivelmente reduzido neste domingo, embora algumas pessoas ainda aguardem transporte em pontos estratégicos, como o Terminal da Cohab. O cenário é caracterizado pela dificuldade de encontrar condução, especialmente considerando que os ônibus semiurbanos não estão acessíveis nos terminais de integração, complicando ainda mais o deslocamento dos usuários.
Buscando alternativas ao transporte público
Com a ausência dos ônibus urbanos, muitos passageiros se veem obrigados a recorrer a opções alternativas para se locomover, como vans, mototáxis, carrinhos-lotação e aplicativos de transporte. Contudo, essa busca por alternativas é acompanhada por um aumento nos preços das corridas, especialmente em horários de pico, devido ao crescimento da demanda.
Consequências para a população
A greve tem gerado sérios impactos na rotina da população, resultando em atrasos para trabalho, aulas e compromissos, além da necessidade de remarcação de consultas médicas. O aumento da competição por transporte alternativo tem também contribuído para um trânsito mais intenso em vários pontos da cidade, tornando a situação ainda mais complicada.
Motivo da paralisação dos ônibus
De acordo com informações do Sindicato dos Rodoviários, a greve é uma resposta ao descumprimento do acordo de reajuste salarial estabelecido no começo do ano. Em janeiro, os ônibus já haviam parado por oito dias até que uma ordem judicial determinasse um reajuste de 5,5%. O salário-base da categoria é atualmente de R$ 2.715,50, e o não pagamento do reajuste de R$ 151,52, conforme a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), é o que motivou a atual paralisação. O sindicato enfatiza que não se trata de um atraso, mas sim da não implementação do pagamento conforme o que foi determinado judicialmente.
Atualidade da situação de transporte
A cidade conta com cerca de 3.000 rodoviários atuando no sistema urbano, todos parados desde a última sexta-feira. Essa paralisação afeta diretamente milhares de passageiros, que enfrentam longas filas e atrasos, além de custos adicionais para se deslocar. Há uma expectativa de que novas negociações ocorram em breve, visando encerrar a greve e restaurar o funcionamento regular do transporte público.
Nota da Prefeitura de São Luís
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que a greve se deve ao não cumprimento, por parte das empresas de ônibus, das determinações da Justiça do Trabalho sobre o reajuste salarial e a concessão de benefícios aos trabalhadores rodoviários. Apesar de a SMTT afirmar que tem cumprido com suas obrigações financeiras regular e pontualmente, as empresas não garantiram aos funcionários os benefícios determinados judicialmente, levando à atual situação de greve.
Para mitigar os impactos da paralisação, a Prefeitura adotou ações emergenciais, incluindo a liberação de vouchers para o uso em aplicativos de transporte, visando assegurar uma alternativa de deslocamento para os usuários do sistema. Esses vouchers já estão disponíveis para os usuários previamente cadastrados na plataforma da prefeitura.
Ação judicial da Prefeitura
A Prefeitura também ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho, solicitando a declaração de abusividade da greve e medidas que assegurem a circulação mínima de transporte coletivo, em conformidade com a legislação que regula serviços essenciais. A SMTT continua acompanhando a situação e implementando as medidas necessárias para a recuperação do serviço e proteção dos direitos dos usuários.
Posicionamento do SET
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) se manifestou em relação às declarações do Prefeito Eduardo Braide, enfatizando que o subsídio pago pela Prefeitura permanece o mesmo desde janeiro de 2024, mesmo com os reajustes concedidos aos rodoviários e o aumento dos custos. Além disso, o SET destacou que não houve acordo na Justiça do Trabalho devido à ausência de comparecimento da SMTT. O sindicato também alertou sobre o aumento do preço do diesel, que subiu R$ 1,40 por litro na última semana, com as medidas do governo federal resultando em uma redução mínima no custo.
