Uma Reflexão sobre Identidade e Pertencimento na Nova Produção Musical
Natural de Porto Franco, no interior do Maranhão, o cantor e compositor Kay apresenta seu mais recente EP intitulado “Só o que faltava mesmo”. Este trabalho, que trata sobre deslocamento, origem e pertencimento, dá continuidade ao ciclo iniciado com “Viagem pt.1” e aprofunda a estética musical que o artista vem desenvolvendo desde seu primeiro lançamento em 2021.
Na última terça-feira (6), durante sua participação no programa Troca de Ideia, transmitido ao vivo pela Mirante FM, Kay compartilhou suas experiências desde a mudança para São Luís, ressaltando a acolhida que encontrou na capital maranhense e as afinidades que desenvolveu na cena musical local. Ele também falou sobre o conceito por trás do disco e do aguardado show de lançamento do álbum Viagem pt.1. O evento está programado para o próximo sábado (10), a partir das 19h, no Espaço Cultural Humberto de Maracanã, situado na avenida Senador Vitorino Freire, no Centro Histórico de São Luís.
“Este é um momento pensado para aproximar corações e histórias. Além das músicas, teremos o lançamento antecipado do videoclipe Viagem, que abre o projeto audiovisual deste álbum e foi criado para ser sentido com calma, e não apenas ouvido”, destacou o artista.
A sonoridade do EP é uma fusão entre pop alternativo, MPB contemporânea e elementos característicos da música nordestina. Kay consegue traduzir em suas canções o contraste entre o ritmo acelerado das grandes cidades e a serenidade do interior. O EP reflete essa dualidade nas duas faixas que o compõem: “Viagem” é uma canção de sossego, que combina elementos da natureza com instrumentos de timbre nordestino, evocando a introspecção e o clima do interior, enquanto o outro tema complementa essa experiência musical.
A transferência de trabalho que trouxe Kay à capital maranhense também o integrou à vibrante cena musical independente de São Luís. Desde então, ele tem participado de festivais, eventos autorais e estabelecido colaborações com novos talentos da ilha. A sua escrita, repleta de observação e sensibilidade, revela um olhar atento sobre o tempo, as distâncias e as transformações que impactam a vida de quem transita entre mundos tão diferentes.
