Livro celebra saberes e histórias do Centro Histórico de São Luís
As pesquisadoras e artistas Ana Regina Arcanjo e Lygia Peçanha lançam em São Luís o livro “Eu sou uma mulher de rua. Eu ando quase nua porque eu sou uma mulher crua”, uma obra que traz à tona memórias, oralidade, cultura popular e espiritualidade vividas na área central da capital maranhense.
Originado de uma entrevista entre as autoras, o livro percorre relatos ligados ao Tambor de Crioula, às encantarias, à culinária local e às formas de vida das pessoas que habitam e trabalham nas ruas de São Luís. A narrativa transforma essa conversa em uma experiência que atravessa o cotidiano do Maranhão, revelando saberes, afetos e práticas frequentemente ausentes das narrativas oficiais sobre patrimônio e espaço urbano.
Conexões culturais e lançamento marcado para julho de 2026
Inicialmente parte da coletânea Amor Público (2023), organizada pelo coletivo #Joyces, que discute temas como amor, sexualidade e afeto no espaço público, a entrevista com Ana Regina Arcanjo ganhou uma edição própria e inédita tradução para o espanhol. Essa iniciativa busca fortalecer laços na América Latina, aproximando experiências ligadas às matas, aos encantados e às formas coletivas de resistência, cuidado e transmissão de conhecimento.
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O lançamento oficial do livro está marcado para 2 de julho de 2026, das 17h às 20h, no Espaço Cultural Humberto de Maracanã, no Complexo Trapiche Santo Ângelo, localizado na Avenida Senador Vitorino Freire, Praia Grande, Centro Histórico de São Luís. A programação inclui uma roda de conversa entre as autoras, com participação da artista Camila Reis, e mediação de Júlia Martins. Para encerrar, haverá apresentação do Tambor Sete Saias de São Benedito, celebrando os vínculos entre as tradições culturais maranhenses e os saberes compartilhados na obra.
Autoras e a importância cultural da obra
Ana Regina Braga Arcanjo é referência na cultura popular do Maranhão, conhecida pelo trabalho no Tambor de Crioula, pela pesquisa de saberes ancestrais e atuação como guia de turismo. Lygia Peçanha, artista e pesquisadora, integra o coletivo #Joyces. Juntas, elas constroem uma narrativa que envolve memória, escuta e vivência compartilhada, dando voz a histórias e práticas que dialogam com o patrimônio cultural e social da região.
