Transporte Coletivo em Crise
Desde o último sábado (21), centenas de passageiros do transporte coletivo em São Luís estão enfrentando enormes dificuldades. A suspensão das atividades da empresa Expresso Rei de França, a antiga 1001, deixou ao menos 15 bairros da capital sem atendimento adequado. Essa paralisação tem prejudicado trabalhadores, estudantes e demais usuários que dependem do serviço diariamente.
Embora não tenha havido um comunicado oficial sobre o encerramento definitivo das atividades, relatos de funcionários indicam que, em uma reunião interna, foi anunciada a decretação de falência da empresa. Informações apontam que parte dos colaboradores assinou um acordo de demissão em massa. Desde então, muitos ônibus permanecem parados nas garagens, sem perspectiva de retorno às ruas.
A Expresso Rei de França operava diversas linhas em bairros como Ribeira, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Esperança, Forquilha e Ipem Turu, entre outros. A suspensão dos serviços deixou um vazio significativo na malha de transporte da cidade, afetando diretamente a rotina dos moradores.
Histórico de Crises e Ações do Sindicato
A crise da empresa não é novidade. Desde o fim de 2025, a Expresso Rei de França enfrentava um cenário complicado, com greves recorrentes motivadas por atrasos salariais e a falta de pagamento de benefícios. Essas situações geraram paradas totais da frota em várias ocasiões, prejudicando ainda mais os usuários do transporte público.
Em resposta a essa crise, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão emitiu uma nota informando que está acompanhando o caso através de sua equipe jurídica. A entidade está apurando as informações relacionadas à situação da Expresso Rei de França e não descarta a possibilidade de adotar medidas judiciais para assegurar os direitos dos trabalhadores. O sindicato enfatiza a importância de proteger a categoria neste momento delicado.
Essa paralisação não só amplia a crise no transporte público, mas também deixa milhares de passageiros sem alternativas. O impacto é sentido em toda a capital, com muitos à espera de soluções que restabeleçam as linhas afetadas e garantam a mobilidade urbana.
