Uma Nova Era para a Cultura Maranhense
A Prefeitura de São Luís, através da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), apresentou, nesta quinta-feira (30), o Passaporte Patrimônio Cultural – Centro Histórico de São Luís, reconhecido como Patrimônio Mundial. A solenidade destacou a importância da valorização do patrimônio histórico e deu continuidade ao Programa Continuado de Educação Patrimonial “O Patrimônio nas Escolas”, uma política pública estabelecida desde 2022.
A prefeita Esmênia Miranda compartilhou sua experiência pessoal com a cultura popular, ressaltando como a educação patrimonial moldou sua identidade. “Foi a educação que me fez entender o valor do patrimônio do meu estado e cidade. Com o Passaporte, São Luís deixa de ser apenas um museu a céu aberto e se transforma em uma sala de aula ao ar livre. Queremos cultivar uma nova geração que valorize e proteja nosso patrimônio histórico”, afirmou.
O programa já abrange mais de 100 unidades educacionais e impacta cerca de 40 mil alunos da rede municipal, incluindo estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – 2º segmento. O Passaporte Patrimônio Cultural funciona como um meio educativo, convidando os alunos a explorarem o Centro Histórico, promovendo assim uma conexão mais profunda com a cultura local.
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O Papel da Educação na Preservação Cultural
A presidente da Fumph, Kátia Bogéa, enfatizou que a educação é fundamental para a proteção do patrimônio cultural. “Não há outro caminho. A educação tem o poder de transformar a realidade. O passaporte é apenas uma ferramenta dentro deste grande programa. Ao completarem o passaporte, os alunos receberão um certificado de guardiões do patrimônio, o qual dará acesso a um sorteio bienal para uma viagem a um Patrimônio Mundial no Brasil”, explicou.
Durante a cerimônia, os passaportes foram entregues simbolicamente aos gestores representando os sete núcleos da rede municipal. Todos os estudantes da rede receberão seu passaporte em suas escolas. Além disso, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica com 20 gestores de bens culturais parceiros e distribuído um kit com adesivos e carimbos que acompanharão os alunos em sua jornada pelo Centro Histórico.
Para garantir a realização das atividades práticas, foram apresentados dois ônibus personalizados com a identidade visual do programa, que atenderão as escolas participantes. “Esse programa, feito para São Luís, conta a sua historia e fortalece nossa identidade. Desde o início do projeto, aumentaram significativamente as demandas de visitações educativas, levando à criação de ônibus exclusivos para facilitar essas experiências. Acredito que essas vivências proporcionarão momentos inesquecíveis aos estudantes”, comentou a secretária municipal de Educação, Caroline Marques.
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Um Passaporte que Conecta Gerações
Gestores de 100 unidades educacionais, representantes de 20 bens culturais, secretários municipais e alunos estiveram presentes na solenidade, todos animados com a iniciativa. O Passaporte Cultural reforça uma política pública que transforma a forma como alunos, educadores e a comunidade em geral se relacionam com a história e o patrimônio cultural da cidade.
Carla Tavares, gestora da U.E.B. José da Silva Rosa, expressou sua gratidão pela experiência que o novo programa proporcionará aos alunos. “Essa iniciativa vai abrir novas portas, permitindo que os estudantes conheçam a cidade em sua essência, entendendo sua identidade e trajetória histórica”, declarou.
O Passaporte Cultural, inspirado em passaportes de viagem, convida os alunos a explorarem os tesouros históricos de São Luís. Ao final de cada visita, os estudantes receberão um carimbo e um adesivo, tornando a experiência mais interativa e significativa, enquanto se tornam defensores ativos da preservação cultural.
“Estou ansiosa para conhecer mais sobre o estado em que vivo e apreciar melhor a cultura de São Luís”, comentou Laís Cardoso Martins, aluna do 8º ano da Unidade Integrada Governador Carlos Madeira.
O roteiro do Passaporte abrange 20 bens culturais e pontos emblemáticos do Centro Histórico, como a Casa do Tambor de Crioula, a Rua Portugal e o Teatro Arthur Azevedo, oferecendo experiências educativas únicas que conectam conhecimento, memória e identidade.
A gestora da U.E.B. João do Vale, Maria de Jesus Silva Garcês, destacou a importância do projeto. “O Patrimônio nas Escolas já vem desenvolvendo um trabalho significativo nas escolas, trazendo conhecimento sobre nossa cultura e patrimônio, contribuindo imensamente para o aprendizado dos alunos”, concluiu.
