Justiça Decide por Pena Rigorosa
O policial militar Paulo Maiks Mendes Facuri foi sentenciado a 11 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo assassinato de Enildo Penha Mota, de 41 anos. O crime ocorreu na saída de um show em São Luís e foi reconhecido pelo júri como homicídio qualificado, motivado por uma razão fútil. Além da pena, o tribunal também determinou a perda do cargo público do militar.
A tragédia aconteceu na madrugada de 5 de fevereiro de 2023, na Avenida Daniel de La Touche, após um show do cantor Wesley Safadão. De acordo com a denúncia apresentada, tudo começou com um incidente de trânsito, quando o veículo do policial colidiu com o retrovisor do carro de Enildo. O desentendimento rapidamente escalou, resultando em agressões físicas entre os envolvidos.
Um grupo de testemunhas relatou que, durante a confusão, Enildo chegou a cair. Em um ato fatal, o policial disparou uma arma de fogo de dentro de seu carro, atingindo a vítima no peito. Infelizmente, Enildo não resistiu e faleceu ainda no local do crime.
Após o disparo, o policial deixou rapidamente a cena. A Justiça, então, decretou a prisão preventiva do militar enquanto as investigações estavam em andamento. Naquele momento, a Polícia Militar anunciou que estava conduzindo um procedimento administrativo para analisar a conduta do policial, que pertencia ao 21º Batalhão.
O caso gerou grande repercussão, levando a discussões sobre a responsabilidade dos agentes de segurança em situações de conflito e o uso excessivo de força. A condenação do policial é vista como um passo importante para a responsabilização de profissionais que abusam de suas funções. A sociedade aguarda agora a implementação de medidas que garantam mais segurança e proteção nos eventos públicos.
