Desafios na Regulamentação das Big Techs
O projeto de lei que visa regulamentar as big techs e as redes sociais encontra-se parado no Congresso, especialmente em um período crucial como o ano eleitoral, quando a intensidade dos debates tende a aumentar. Este projeto sugere que as empresas de tecnologia com faturamento superior a R$ 5 bilhões no Brasil, ou R$ 50 bilhões globalmente, sejam monitoradas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A proposta inclui a criação da Superintendência de Mercados Digitais, cujo objetivo é avaliar se há riscos de infrações concorrenciais nas operações dessas plataformas. De acordo com Marina Fernandes, pesquisadora do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), este projeto é essencial, embora a sua tramitação possa ser lenta, demandando uma vigilância constante da sociedade.
Importância da Discussão Coletiva
A pesquisadora destaca a necessidade de uma abordagem colaborativa para a discussão do tema. Segundo Fernandes, a regulação assimétrica é um ponto crucial para que se possa identificar quais agentes do mercado atuam para dificultar a concorrência. “É uma discussão que deve ser feita a muitas mãos”, enfatiza a especialista. A avaliação do Idec é de que o texto apresenta avanços significativos, embora ainda demande muitos ajustes.
O Papel das Grandes Plataformas
Na prática, as plataformas digitais se organizam como verdadeiros gigantes da tecnologia, dominando o mercado. Fernandes argumenta que “nossas relações sociais, econômicas e políticas dependem desses players”. Entretanto, a falta de clareza sobre quem estabelece as diretrizes dessas interações preocupa a especialista. “A gente não tem nenhuma noção de quem dita as regras. A gente só obedece”, ressalta.
Críticas e Controvérsias
A ideia de criar uma categoria regulatória no Cade não é unanimidade. A Associação Latino-Americana de Internet (Alai) criticou essa proposta, afirmando não existirem “mercados digitais” que possam ser desassociados do restante da economia. Essa visão levanta questões sobre a eficácia de uma regulamentação específica para o setor.
A Reação nas Redes Sociais
Enquanto a discussão sobre a regulação das big techs avança lentamente, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), se tornou um alvo de críticas nas redes sociais. Um levantamento realizado pela Bites a pedido do Estadão indica que o número de comentários em suas publicações subiu para 270 mil nos últimos 30 dias, um número cinco vezes superior ao de curtidas. Motta se tornou uma figura central desse descontentamento, que reflete a insatisfação pública com o andamento das políticas no setor.
Impacto da Anistia nas Redes Sociais
No X, uma plataforma de rede social, 59,9 mil usuários interagiram diretamente com Motta, gerando impressionantes 11,2 milhões de visualizações. As postagens sobre anistia dominaram as discussões, mostrando que esse é um tema que ressoa com a população.
Sentimento de Inimigo Público
Nas redes sociais da esquerda, o lema “Congresso inimigo do povo” teve 21 mil menções no X e 9,3 mil no Facebook e Instagram. “A relação de comentários por curtida só aumenta”, comenta André Eler, da Bites, destacando como as plataformas se tornaram um espaço de desabafo da população.
Conflitos na Nomeação de José Múcio
Outro assunto em pauta é a indicação do ministro da Defesa, José Múcio, para o Conselho de Administração da Tupy, que gerou polêmica. O líder do Novo na Assembleia, Leonardo Siqueira, apresentou uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) alegando conflitos de interesse na “nomeação política”. Em resposta, Múcio revelou a amigos que não estava ciente dessa indicação, feita pela empresa BNDESpar, que defendeu sua experiência e competência no cargo.
Vozes em Destaque
Duda Salabert, deputada federal (PDT-MG), não deixou de compartilhar sua opinião sobre a prisão de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, no Paraguai, destacando a necessidade de responsabilização. “Mais um fujão preso! Os ratos não param de fugir”, afirmou no X.
Contemplando a Tradição
José Sarney, ex-presidente da República, celebrou o Natal em sua residência em São Luís, no Maranhão, onde recebeu amigos e políticos do estado para as festividades, mantendo uma tradição familiar.
