Um Refúgio Natural no Coração de São Luís
A Reserva do Congo, situada em São Luís, próxima à movimentada Avenida dos Holandeses, emerge como um oásis em meio ao ritmo acelerado da capital. Esta iniciativa, idealizada pelo empresário Gil Alencar, passou por um processo de recuperação que durou aproximadamente 12 anos. O local, que antes era um ponto de descarte irregular de lixo e esgoto, hoje se transforma em um espaço verde que abriga uma reserva ambiental e um criadouro legalizado de aves. Para Alencar, esse espaço é um verdadeiro “ponto verde” em meio à urbanização.
De Lixão a Espaço de Educação Ambiental
A motivação de Gil Alencar para criar a Reserva do Congo está intimamente ligada à sua história pessoal. Empresário no setor imobiliário e pai de três filhos, ele sempre sonhou em ter um criadouro de aves. Desde 1977, a área de mais de 4 mil metros quadrados é parte da família e, em vez de ser vendida, Alencar optou pela sua recuperação. “Quando eu assumi aqui, era praticamente um lixão. Fomos limpando, recuperando e reflorestando aos poucos. Eu sempre quis um criadouro que pudesse acompanhar todos os dias”, revela.
Após um longo período de limpeza e adequações, o espaço se tornou apto para a criação legalizada de aves, seguindo todas as normas ambientais exigidas por órgãos como IBAMA e SEMA. Inicialmente focado na reprodução de aves ornamentais e exóticas, o projeto evoluiu para um espaço dedicado à educação ambiental.
“Temos mais de 4 mil metros quadrados de área verde. Aqui vivem cerca de 15 espécies de animais, principalmente aves como guarás, flamingos e papagaios, todas cuidadas conforme as diretrizes ambientais. Queremos que as pessoas conheçam essa diversidade e vejam como é possível manter a natureza viva dentro da cidade”, explica Alencar.
Conectando Crianças à Natureza através da Educação
Com o intuito de promover educação ambiental, a Reserva do Congo começou a receber escolas e instituições para atividades pedagógicas. Os visitantes, principalmente crianças, têm a oportunidade de explorar trilhas guiadas, observar e interagir com os animais, e aprender sobre a conservação do meio ambiente. “As crianças passam muito tempo nas telas e têm pouco contato com a natureza. Queremos despertar esse encantamento. Um simples contato pode mudar o futuro delas”, pondera Alencar.
O biólogo responsável pelas atividades educativas, João Pedro, destaca a importância da experiência prática. “Quando os alunos observam o comportamento e a alimentação das espécies, compreendem a relevância da conservação. Aqui, as crianças não apenas aprendem conceitos, mas vivenciam nosso ecossistema, o que cria uma consciência ambiental”, afirma.
O nome Reserva do Congo foi escolhido em referência ao papagaio-do-congo, uma das espécies mais inteligentes entre os psitacídeos, que é uma das principais criadas no local. Luizinho, um exemplar, se tornou o mascote do espaço e um símbolo do projeto.
Apoio do Sebrae para Sustentabilidade do Projeto
Para consolidar a Reserva do Congo como uma atividade educacional sustentável, Alencar buscou o apoio do Sebrae. O processo incluiu a elaboração de um plano de negócios, pesquisas de mercado, desenvolvimento de marca e a criação de um site de reservas, reservadocongo.com.br, com o auxílio do Sebraetec. O estudo de viabilidade apontou um forte interesse das escolas de São Luís por um ambiente educativo dessa natureza, demonstrando o potencial do projeto.
“Sempre houve uma paixão por trás do projeto, pois a natureza faz parte da minha vida. Contudo, apenas a paixão não é suficiente para garantir o sucesso. Eu precisava de orientação para tornar isso viável. Por isso, procurei o Sebrae, que ofereceu direcionamentos cruciais, desde a construção da marca até a organização do funcionamento”, relata Alencar.
Uma Nova Era de Imersão Educativa
No estágio final de implantação da programação pedagógica, a Reserva do Congo já começou a receber as primeiras turmas agendadas. O espaço se propõe a ser uma ferramenta formativa, unindo conservação ambiental a experiências práticas, enquanto transforma uma área degradada em um ambiente de aprendizado e sensibilização ecológica.
Rosanira Leite, analista do Sebrae, confirma que o empresário já tinha uma ideia estruturada, mas buscava auxílio para torná-la viável. “Elaboramos um plano de negócios completo com estudos de mercado e análise financeira. O objetivo sempre foi oferecer uma experiência educativa, não apenas recreativa”, explica.
Ela ressalta que a grande diferença do espaço é a experiência proporcionada no contexto urbano. “Estamos a poucos quilômetros da Avenida dos Holandeses e ao entrar aqui, a sensação é de estar em uma floresta. Aqui, há uma grande diversidade de fauna e flora, incluindo espécies raras, como flamingos que já estão se reproduzindo. Com o agendamento pelo site e redes sociais, as escolas podem planejar visitas que oferecem uma verdadeira aula prática”, conclui.
“O Sebrae foi essencial para estruturar o projeto, que agora não é apenas uma visita, mas uma experiência educativa pensada para ensinar de forma eficaz”, finaliza Alencar.
