Edição Especial da Revista Liberta
A 18ª edição da Revista Liberta foi lançada hoje, disponível para assinantes e com trechos acessíveis ao público em geral. Nesta edição, o foco se volta para as vitórias de Wagner Moura e do filme “O Agente Secreto” no prestigioso Globo de Ouro, sinalizando uma fase promissora para o cinema brasileiro. Essa celebração artística contrasta de maneira significativa com os discursos de uma extrema direita que tenta desacreditar os artistas nacionais, rotulando-os como meros beneficiários de recursos públicos por meio de leis de incentivo. O reconhecimento internacional que recebem é uma prova de que a produção cinematográfica brasileira supera, e muito, as polêmicas infundadas promovidas por grupos bolsonaristas.
A revista também apresenta reflexões de Xico Sá e João Cézar de Castro Rocha, que discutem essa resistência cultural. Em um trecho do artigo intitulado ‘A gloriosa vingança contra os assassinos da cultura’, Xico Sá menciona a obra de Glauber Rocha, comparando o título de seu famoso faroeste, ‘O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro’, ao ataque do pastor Silas Malafaia a Wagner Moura.
Após o sucesso de ‘O Agente Secreto’ no Globo de Ouro, Malafaia, um influente líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disparou ofensas contra o ator, chamando-o de ‘cretino’. O pastor, em uma defesa fervorosa do ex-presidente Jair Bolsonaro – a quem Moura se referiu como um ‘ex-presidente fascista’ – convocou seus seguidores a se manifestarem nas redes sociais contra a premiação do filme brasileiro. Essa reação se mostrou um eco do descontentamento dos apoiadores de Bolsonaro, que não se conformam com os sucessos do cinema nacional.
Referindo-se a este momento de inquietação, Sá menciona o filme ‘Dias de Ira’, destacando a turbulência social que se segue às vitórias culturais. O pastor, em sua retórica, parece ignorar a mensagem bíblica do Eclesiastes, que diz que a ira repousa nos tolos. Esse desespero revela a insatisfação dos que tentaram, sem sucesso, sufocar a cultura brasileira.
Controvérsias e Debates na Edição
Outro assunto em destaque nesta edição é a polêmica em torno do local de prisão de Jair Bolsonaro, que foi condenado por sua participação em uma tentativa de golpe. Os jornalistas William De Lucca e Fábio Pannunzio abordam essa questão, trazendo à tona um debate essencial sobre as consequências das ações do ex-presidente.
Além disso, a revista conta com artigos de diversos colunistas renomados, como Leandro Demori, Jamil Chade, Adriana Ferreira Silva, Marcia Tiburi, Juca Kfouri, Manoela Miklos, Luís Costa Pinto e Leonardo Boff, além da satírica contribuição do Sensacionalista e a charge da artista Carol Ito. A capa da edição é assinada por Aroeira, trazendo uma arte que reflete o espírito provocativo e crítico da publicação.
