A Energia de Sarajane no Carnaval
Após um hiato de 14 anos, Sarajane está pronta para se apresentar no Rio de Janeiro, abrindo as festividades de Carnaval no Baile de Novela, que acontece no Casabloco, no Jockey Club, no dia 30. A artista, que conquistou o Brasil ainda jovem, aos 19 anos, traz uma vibração contagiante à sua nova participação. ‘Achei o máximo, porque eles são fogo e paixão mesmo. É uma banda que traz tanta alegria, energia positiva… e que tem a cara do Rio, a cara do Brasil’, compartilhou a cantora de 57 anos, que promete um show repleto de sucessos em sua apresentação.
A conexão de Sarajane com as novas gerações está mais forte do que nunca. Recentemente, a artista regravou sua famosa canção ‘A Roda’ com novos talentos, como o DJ O Mandrake e a drag queen Nininha. Sarajane acredita que a essência do funk americano, que permeia a versão original da música, se ajusta perfeitamente ao funk contemporâneo das periferias brasileiras.
Abertura para Novos Sonhos e Colaborações
“Estou aberta ao que chega de novo, porque acho que a gente não tem que parar”, reflete Sarajane, ressaltando a importância da renovação de seu público, que agora se estende por todo o Brasil, em grande parte, graças ao poder da internet. ‘Hoje, com a internet, apesar de tanta coisa negativa, ela nos traz essa proximidade. O meu público tem se renovado no Brasil inteiro, tenho feito muitos shows pelo país’, explica a artista.
Durante o Carnaval de 2025, Sarajane teve uma experiência marcante ao se apresentar ao lado do MC O Kannalha. O encontro gerou uma multidão jovem cantarolando seus clássicos, algo que a cantora considera grandioso. “Ele chegou me reverenciando e aí veio aquele público de 15, 16, 17 anos, cantando junto comigo, isso é grandioso, isso é o que vale para mim”, disse emocionada.
Reflexões sobre Música e Sociedade
Em uma análise mais profunda sobre a evolução da música, Sarajane lembra de críticas bem-humoradas que enfrenta quanto ao que é considerado ‘pesado’ nos dias de hoje. ‘Quando dizem “ah, mas tal música é barra-pesada”, aí eu digo: “Gente, vocês estão ficando velhos!”’, comentou, ao relembrar que letras provocativas sempre fizeram parte da indústria musical, independente da época. Para ela, é essencial respeitar o trabalho dos artistas contemporâneos, mesmo quando as letras se tornam mais explícitas.
Nos últimos tempos, a cantora não tem se esquivado de novas experiências. Após lançar o EP “Liquidificação” em 2020, que contou com colaborativos de nomes como Claudia Leitte e Ivete Sangalo, Sarajane segue se reinventando no cenário musical. ‘Comecei mostrando como era o meu dia, limpando a casa ou fazendo o feijão, e, quando vi, estava entrevistando vários artistas’, relembra sobre seu sucesso durante as lives na pandemia.
A Vida Pessoal e a Liberdade Pessoal
Sarajane, mãe de cinco filhos, expressa orgulho por vê-los crescer e se tornarem independentes. “Eu me sinto muito honrada de ter criado esses filhos como mãe solo e de vê-los crescer, sendo bons pais”, conta. Com netos que já estão em fase de adolescência, ela reflete sobre a dinâmica familiar e o que as reuniões significam para ela: “De vez em quando tem uns pega pra capar, mas que fazem parte, senão não é família!”.
Com relação à sua vida pessoal, Sarajane surpreende ao se definir como “assexuada”. Ela diz que aprendeu a importância do amor próprio e a viver sua vida de maneira leve. “Eu não quero casar, não quero ninguém, amo estar comigo mesma”, afirma, enfatizando que ser feliz sozinha também é uma forma de liberdade.
A Novela da Vida e Os Novos Projetos
Com planos para o futuro, Sarajane está animada com a ideia de participar do projeto Estação da Luz, no qual pretende colaborar com outros músicos no frevo. Além disso, no dia 17 de fevereiro, começa seu bailinho “Um Axé para Você”, que já está na nona edição. ‘Eu dou oportunidades, fiz isso a vida inteira’, comenta, convidando a todos para celebrar a diversidade musical.
Com uma trajetória que mistura momentos de desafios e sucessos, Sarajane se mantém firme no cenário musical, sempre com a energia que cativa diferentes gerações. Ela é um exemplo de como a música pode transcender barreiras e criar laços entre passado e presente.
