Encontro de Agentes Culturais Reforça Identidade e Tradição
No último sábado, 28 de outubro, o Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana foi palco da III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia. O evento, organizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), reuniu representantes de mais de 100 municípios baianos. Com a temática “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva Bahia e pela Justiça Climática”, este encontro marca um momento de mobilização significativo após uma pausa de 11 anos desde a última edição.
A programação do evento, que prossegue neste domingo, 1º de novembro, inclui debates e o Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, explorando a importância da cultura na resistência e na construção de identidades locais.
Preparativos para a Teia Nacional e Fortalecimento da Cultura
A III Teia Estadual também faz parte do calendário de preparação para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, programada para ocorrer de 24 a 29 de março de 2026, em Aracruz, Espírito Santo. Durante a cerimônia de abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, enfatizou a importância do evento para conectar os Pontos de Cultura em todo o Brasil. Ela ressaltou que a Teia não apenas amplia a implementação da Política Nacional Cultura Viva, mas também garante investimentos cruciais por meio da Política Aldir Blanc.
A ministra destacou o papel da Bahia, que se destaca entre os estados com o maior número de Pontos de Cultura reconhecidos no país: “Na Política Aldir Blanc, existe um percentual destinado exclusivamente à Cultura Viva. A Bahia tem mostrado um ótimo aproveitamento desses recursos. Quando falamos de ponto de cultura e de ações culturais, estamos falando de pessoas, memórias, tradições e dos mestres e mestras que perpetuam essas histórias. A Bahia é protagonista nesse cenário”, afirmou Margareth.
O Papel Estruturante dos Pontos de Cultura
Bruno Monteiro, secretário estadual de Cultura, também reconheceu a importância dos Pontos de Cultura no fortalecimento das comunidades locais, promovendo práticas culturais que geram impacto social. Segundo Monteiro, o fortalecimento dessas iniciativas é um passo importante para avançar na política de territorialização em todas as comunidades baianas, algo que é marca da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
“Movimentamos a base da sociedade com iniciativas como os Pontos de Cultura. Um evento como este, após 11 anos, nos permite avaliar os avanços e reconhecer a força dessa rede cultural em toda a Bahia”, compartilhou o secretário.
Impacto da Política Cultural na Bahia
A superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, celebrou o alcance da política cultural no estado, afirmando que a Bahia pode chegar a aproximadamente 1.800 Pontos de Cultura certificados. “Além dos pontos já reconhecidos, cerca de 50 mil pessoas foram impactadas pelas ações dos Pontos de Cultura na Bahia”, destacou.
Promoção da Diversidade Cultural e Participação Ativa
A abertura do evento foi marcada por um cortejo que contou com a participação de representantes de diversos municípios, simbolizando a união das culturas baianas. A programação também incluiu debates sobre gestão colaborativa e a implementação da Lei Cultura Viva Bahia, além da Feira Territórios Criativos da Economia Solidária e outras atividades artísticas.
Eliane Rodrigues, da etnia Truká Tupan, viajou de Paulo Afonso para participar do encontro e enfatizou a importância das ações que fortalecem as culturas tradicionais. “Ver tantas culturas reunidas e fortalecendo a nossa Bahia mostra que não estamos sozinhos. Quero compartilhar tudo que aprendi com os jovens de minha comunidade. A Teia é um espaço de pertencimento e um futuro promissor para o nosso povo”, declarou.
Fabrício Brito, integrante do Grupo Apombagem, um coletivo de arte popular de Salvador, também participou da Teia, com o intuito de defender o fortalecimento das iniciativas culturais comunitárias. “Minha expectativa é que este encontro seja uma ocasião de união, reunindo coletivos que atuam nas comunidades para fortalecer políticas públicas que cheguem efetivamente à base da sociedade. A cultura deve ser vista em suas várias manifestações, como um valor que ajuda a reconstruir uma sociedade mais justa, refletindo os desejos das classes populares e das comunidades”, afirmou.
O primeiro dia do evento foi encerrado com uma vibrante programação cultural, repleta de shows e apresentações artísticas que celebraram a diversidade cultural da Bahia.
