Espetáculo Destaca Resistência Negra
No dia 22 de janeiro, o espetáculo teatral “A Última Forca e a Resistência Negra” será agraciado com o 22º Prêmio Espia 2025 – Notáveis da Cultura Alagoana. Esta é uma das honrarias mais significativas dedicadas ao reconhecimento de iniciativas culturais no estado de Alagoas. A cerimônia ocorrerá a partir das 17h, na Barraca Pedra Virada, situada na Ponta Verde, e contará com a presença de artistas, produtores culturais, representantes de movimentos sociais e outras personalidades que têm se destacado pela contribuição à cultura alagoana.
A obra tem como ponto de partida um dos momentos mais emblemáticos e trágicos da história brasileira: a última condenação à pena de morte no país, que ocorreu em Alagoas, no século XIX. A partir desse evento histórico, o espetáculo expande sua narrativa, ressaltando a resistência negra como um elemento fundamental na construção da sociedade brasileira, estabelecendo um diálogo direto entre passado e presente.
Ao longo de sua trajetória, “A Última Forca e a Resistência Negra” se firmou não apenas como uma apresentação teatral, mas como um projeto artístico, político e pedagógico. A montagem foi exibida em diversos contextos culturais, acompanhada de ações formativas, leituras dramatizadas e rodas de conversa com estudantes, pesquisadores, artistas e representantes do movimento negro. Esses encontros têm sido essenciais para fortalecer o debate sobre memória histórica, racismo estrutural e justiça social.
O Prêmio Espia – Notáveis da Cultura Alagoana é uma iniciativa que reconhece projetos que se destacam pela sua relevância simbólica, impacto social e contribuição à valorização da identidade cultural do estado. A premiação do espetáculo “A Última Forca e a Resistência Negra” reafirma o papel da arte como um instrumento vital na preservação da memória, na denúncia das desigualdades e na promoção do pensamento crítico.
Para a equipe responsável pelo espetáculo, essa homenagem representa a validação de uma trajetória construída com rigor histórico, compromisso ético e sensibilidade artística. Esse reconhecimento reafirma a importância de narrativas que reposicionam a história, trazendo à tona as vozes que foram silenciadas.
