Parceria entre Universidade e Educação Básica
A integração entre universidade e educação básica se destacou recentemente com a premiação da equipe vencedora da Categoria Inovação do Torneio SESI de Robótica FIRST Lego League. Este projeto, desenvolvido por estudantes da Escola SESI São Luís, marca a participação de jovens pesquisadores na competição internacional, que é gerida pela FIRST Lego League.
Nesta edição, o tema “Unearthed” propôs uma imersão no mundo da arqueologia, levando os participantes a refletirem sobre a conservação e o uso sustentável dos recursos que estão ocultos sob nossos pés. A proposta está diretamente alinhada à necessidade de valorizar e proteger o patrimônio arqueológico, tornando-o mais conhecido e acessível ao público.
Ao longo do desenvolvimento do projeto, o Observatório de História Antiga do Maranhão (OHAM) e o Laboratório de História Antiga Mnemosyne, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), foram fundamentais para guiar os alunos na criação de tecnologias digitais voltadas à educação patrimonial. O foco foi em sítios arqueológicos maranhenses que estão sob constante ameaça de destruição, buscando transformar o patrimônio em conhecimento acessível e integrado à formação cidadã, o que também contribui para a preservação das áreas ainda existentes.
A professora Ana Livia Bomfim Vieira, que leciona História Antiga na UEMA e coordena o Laboratório Mnemosyne, ressaltou a importância da colaboração entre a universidade e as escolas: “A experiência foi extremamente significativa. Aproximamos a pesquisa acadêmica da educação básica, mostrando aos alunos que a arqueologia e a história antiga fazem parte do cotidiano deles. Usar tecnologia para mapear e divulgar sítios arqueológicos maranhenses ajuda a formar jovens mais conscientes e engajados na preservação do nosso patrimônio”, afirmou.
Impacto Social e Educacional do Projeto
O doutorando Marcos Tadeu Nascimento da Silva, do Programa de Pós-Graduação em História da UEMA (PPGHIST), destacou a responsabilidade social envolvida no projeto. “Orientar esses estudantes foi um exercício de cidadania. Eles perceberam que inovação vai além de criar algo novo; trata-se de encontrar soluções viáveis para problemas reais, como a destruição dos sítios arqueológicos. A tecnologia se transforma em uma ferramenta essencial para a proteção da memória e da história que remonta a mais de 7 mil anos no nosso estado”, enfatizou.
Ricardo Luis Figueiredo Santos, mestrando do PPGHIST/UEMA, também comentou sobre a importância dessa iniciativa. Ele acredita que o projeto demonstra como é viável integrar robótica, arqueologia e cidadania. “Trabalhar com os estudantes na criação de tecnologias digitais voltadas à educação patrimonial expande seus horizontes e desperta neles um senso de pertencimento e responsabilidade pela história do Maranhão”, observou.
O reconhecimento na Categoria Inovação garante à equipe a classificação para a etapa nacional da competição, levando consigo não apenas um projeto tecnológico, mas um compromisso com a valorização da memória e do patrimônio arqueológico do Maranhão, utilizando a ciência e a educação como pilares dessa transformação.
