Continuação da Greve de Ônibus em São Luís
São Luís – A greve dos ônibus na capital maranhense continua sem fim à vista e deve se manter ativa no início desta semana. O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Marcelo Brito, declarou que, até o momento, a entidade não recebeu notificações ou convites para discutir a situação do transporte público local. Esta declaração foi feita durante uma entrevista a Marcial Lima, na Mirante News FM, neste domingo (15).
Segundo Brito, não há reuniões agendadas para abordar a questão e possíveis soluções para a paralisação estão longe de ser propostas. Assim, o cenário da mobilidade urbana em São Luís, com a ausência de ônibus nas ruas, deve se repetir na segunda-feira (16).
Reajuste Salarial em Apuros
O cerne do impasse reside na falta de pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores rodoviários, que, segundo o sindicato, ainda não foi discutido com as empresas responsáveis pelas linhas urbanas de São Luís. Na semana anterior, uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) trouxe progressos nas tratativas relativas ao sistema semiurbano, permitindo que a frota desse setor continuasse a operar.
Contudo, os ônibus urbanos permanecem parados nas garagens, e a situação do transporte público na capital segue indefinida.
Impactos da Paralisação na Vida Cotidiana
A greve, que chega ao seu terceiro dia neste domingo (15), traz sérios impactos para a população. A ausência de veículos urbanos resulta em atrasos para compromissos de trabalho, aulas e até consultas médicas, além de intensificar a busca por alternativas de transporte. O congestionamento nas vias da cidade também tende a aumentar, refletindo na rotina dos cidadãos.
Motivo da Paralisação dos Rodoviários
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação foi motivada pelo descumprimento do acordo de reajuste salarial firmado no início do ano. Em janeiro, uma greve anterior durou oito dias até que a Justiça determinou um reajuste de 5,5%. O salário-base da categoria, atualmente, é de R$ 2.715,50.
O reajuste de R$ 151,52, previsto para os trabalhadores, não foi realizado até o momento. O sindicato esclarece que o pagamento não está atrasado, mas que as empresas não respeitaram a determinação do TRT. A greve só será encerrada com o cumprimento integral do reajuste acordado.
Atualização da Situação dos Rodoviários
Atualmente, cerca de 3.000 rodoviários que atuam no sistema urbano de São Luís estão parados desde a manhã da última sexta-feira (13). Essa paralisação afeta diretamente milhares de passageiros, que se deparam com filas extensas, atrasos significativos e custos extras para se locomover pela cidade. A expectativa é que novas negociações aconteçam para tentar pôr fim a esse movimento e restaurar o transporte público.
Posicionamento da Prefeitura e do SET
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) se manifestou a respeito da greve, afirmando que a paralisação é resultado do não cumprimento das decisões judiciais que exigiam a implementação do reajuste salarial e benefícios para os rodoviários. Apesar da decisão da Justiça, as empresas não garantiram os direitos dos trabalhadores, o que levou à greve no transporte urbano.
A SMTT enfatiza que cumpre suas obrigações financeiras e que os repasses para as empresas são realizados sem atrasos. Diante da situação, a prefeitura adotou medidas emergenciais, como a disponibilização de vouchers para aplicativos de transporte, oferecendo alternativas para os usuários enquanto a situação persistir.
Além disso, a prefeitura ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho, buscando a declaração de abusividade da greve e a garantia de um mínimo funcionamento do transporte coletivo, conforme a legislação. O acompanhamento da SMTT sobre a situação é contínuo, com esforços para restabelecer o serviço e proteger os direitos dos usuários.
Por sua vez, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) contestou as declarações do prefeito Eduardo Braide, ressaltando que o subsídio pago pela prefeitura permanece o mesmo desde janeiro de 2024, mesmo com os aumentos salariais dos trabalhadores. O SET também destacou a escalada no preço do diesel, que impacta ainda mais as operações, afirmando que as medidas governamentais não são suficientes para mitigar esses efeitos.
