Confederação Brasileira de Futebol Reage a Decisões Judiciais
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um documento exigindo a suspensão imediata da intervenção na Federação Mineira de Futebol (FMF), alegando que a atitude do juiz fere decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em audiência de conciliação ocorrida em 16 de março de 2026, o magistrado teria proposto a renúncia dos dirigentes eleitos e a convocação de novas eleições, algo que, segundo a CBF, vai de encontro ao acórdão do STF. Este acórdão, por sua vez, estabeleceu a elaboração de um cronograma para finalizar a intervenção, e não a mudança radical na administração da FMF.
A confederação sustenta que a sugestão do juiz representa uma violação grave do artigo 217 da Constituição Federal, que assegura a autonomia das entidades esportivas. Além disso, a CBF cita o Estatuto da FIFA, o qual condena a interferência de terceiros na gestão das federações nacionais. Para a entidade, a prorrogação da intervenção judicial não é apenas uma discordância com as decisões da mais alta corte do país, mas pode também acarretar consequências negativas, incluindo sanções a nível internacional.
No pedido formal, a CBF solicita, além do encerramento imediato da intervenção, a possibilidade de nomear um interventor próprio. A ideia é que essa figura, que pode ter legitimidade tanto a nível nacional quanto internacional, conduza a FMF de forma provisória enquanto a ação civil pública estiver em trâmite. A entidade ressalta que, na qualidade de órgão máximo do futebol brasileiro, possui não apenas a capacidade técnica, mas também a prerrogativa estatutária necessária para garantir a continuidade das competições e a regularidade administrativa do futebol em Minas Gerais.
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