Espetáculo no Sesc Campinas destaca cultura do Maranhão
O Sesc Campinas recebe nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, às 20h, o espetáculo “Memórias em Maranhês: a casa”, apresentado pelo Grupo Cena Aberta, de São Luís (MA). Os ingressos variam entre R$ 12,00 e R$ 40,00 e estão disponíveis no site da unidade.
Tradição e memória em cena
Inspirada nas lembranças da infância, a peça une elementos da oralidade e manifestações culturais do Maranhão, como o bumba-meu-boi e o tambor de crioula. A montagem conecta teatro, música e tradição popular para contar histórias de uma família do bairro Liberdade, em São Luís. Por meio dessas narrativas, o espetáculo aborda temas como ancestralidade, identidade, pertencimento e memória.
Dois episódios que se entrelaçam
“Árvore Mangueira” mostra a história de uma árvore que escuta os segredos de uma menina sonhadora, que em uma noite adormece contando estrelas e encontra uma figura singular, guardiã dos rastros familiares. Já “Tio João” retrata o cotidiano de um tio com deficiência, cuja presença poética revela o afeto e a morte como marcas profundas da memória.
Turnê nacional e ações culturais
Integrante do circuito “Palco Giratório Sesc”, que promove a circulação de produções contemporâneas pelo país, o espetáculo está em turnê que vai até novembro, passando por 14 municípios em oito estados, incluindo quatro cidades do Maranhão. A apresentação em Campinas sucede visitas a São Mateus e Vitória (ES), com agenda prevista para São Paulo, Jundiaí, Belo Horizonte, Campo Grande, Belém, Salvador, Maringá, entre outras cidades.
Além das apresentações, o projeto realiza a oficina “A Voz do Coro Brincante” e promove rodas de conversa no evento “Pensamentos Giratórios”, aproximando público, artistas e pesquisadores.
Grupo Cena Aberta: uma trajetória marcada pela cultura maranhense
Fundado em 2001 em São Luís, o Grupo Cena Aberta reúne artistas-pesquisadores dedicados à criação cênica, à formação e à pesquisa. A companhia articula o fazer teatral com a cultura popular, educação e memória local, consolidando-se como referência do teatro contemporâneo maranhense.
A sede do grupo abriga o acervo do encenador Luiz Pazzini (1953–2020), atualmente em processo de organização para a criação do Memorial Luiz Pazzini. Participar do Palco Giratório representa um marco que projeta a cena teatral do Maranhão para o cenário nacional.
