Oficina de Caixa do Divino resgata tradições culturais no Festival AYÓ
O Festival AYÓ – Onde a Raiz Encontra o Futuro traz uma oportunidade única para quem deseja se aprofundar na cultura popular do Maranhão. No dia 15 de agosto, das 15h às 17h, a Casa Fanti-Ashanti, localizada em São Luís, será palco da Oficina de Caixa do Divino. A atividade será conduzida por Mãe Kabeca de Xangô, Yalaxé da instituição, que compartilhará saberes ligados à Festa do Divino Espírito Santo, uma das manifestações culturais mais significativas do estado.
Troca de saberes e valorização da cultura maranhense
Essa oficina faz parte do Percurso Formativo AYÓ, projeto que amplia a programação do festival, criando espaços para a troca e transmissão de conhecimentos, práticas e memórias das tradições maranhenses. Os participantes terão a chance de aprender toques, cânticos e outros elementos essenciais dessa festa popular. A participação é gratuita e aberta a todos, mediante inscrição prévia. Quem possuir uma caixa própria poderá levá-la para a vivência, aprofundando a experiência.
A escolha da caixa como foco da oficina se alinha ao compromisso do Festival AYÓ em aproximar o público dos mestres, mestras e guardiões das tradições culturais locais. Mãe Kabeca de Xangô, responsável pela Casa Fanti-Ashanti, contribui para a preservação da cultura afro-brasileira no Maranhão, trazendo uma abordagem rica e respeitosa sobre o tema.
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Casa Fanti-Ashanti: referência na preservação cultural
Fundada em 1º de janeiro de 1954 por Pai Euclides Talabyan, a Casa Fanti-Ashanti mantém vivas manifestações como o Tambor de Mina, o Tambor de Crioula, o Bumba Meu Boi de sotaque da Baixada, o Samba Angola, a Festa do Divino Espírito Santo e o Tambor de Crioula de Taboca. A oficina vai além do aprendizado técnico, oferecendo contato com as histórias, fundamentos e saberes transmitidos entre gerações.
De acordo com os organizadores do Festival AYÓ, ações formativas como essa são essenciais para preservar os saberes tradicionais e estimular a aproximação das novas gerações com essas práticas culturais. A iniciativa reforça a cultura como uma construção coletiva, envolvendo memória, identidade e conhecimento ligadas ao território.
Encontros entre gerações e valorização das comunidades tradicionais
O festival também destaca a importância das comunidades tradicionais na preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro. A oficina de Caixa do Divino integra a proposta de promover o diálogo entre conhecimentos ancestrais e jovens interessados nas tradições. O Festival AYÓ 2026 é realizado pelo Instituto Cultural Pé no Chão, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Vale, apresentação do Ministério da Cultura e apoio da Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR).
