Investigação Avança Após Denúncia Anônima
A Polícia Civil do Maranhão apreendeu celulares dos adolescentes suspeitos de um estupro coletivo ocorrido em uma escola de Alcântara. Os dispositivos eletrônicos passarão por perícia, que ajudará nas investigações. O crime aconteceu no dia 13 de abril, mas só foi reportado às autoridades quatro dias depois, por meio de uma denúncia anônima. A Delegacia de Alcântara apurou que a escola não comunicou o ocorrido nem acionou o Conselho Tutelar, o que gerou preocupação nas autoridades.
A PC-MA informou que, no decorrer da investigação, foram ouvidas a vítima, testemunhas, gestores e professores da instituição, além dos adolescentes envolvidos. As imagens captadas pelas câmeras de segurança da escola foram analisadas e contribuíram para esclarecer os detalhes do crime. Diante das evidências coletadas, a polícia solicitou à Justiça a expedição de mandados de internação provisória contra os adolescentes, que foram aceitos e cumpridos nesta terça-feira.
Medidas e Repercussões na Comunidade Escolar
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Os adolescentes apreendidos foram encaminhados a unidades específicas, onde permanecerão à disposição da Justiça enquanto o caso avança. A Polícia Civil ressaltou que as investigações ainda estão em andamento, com o objetivo de elucidar completamente o caso e responsabilizar todos os envolvidos.
A Secretaria de Estado da educação do Maranhão (Seduc) divulgou uma nota a respeito do acontecido, afirmando que todas as medidas necessárias foram tomadas, incluindo o acionamento das instituições competentes. O órgão também comunicou que está fornecendo apoio técnico e jurídico à escola, além de um plano de intervenção para minimizar os impactos na comunidade escolar.
Entre as ações anunciadas estão ajustes na rotina pedagógica, iniciativas que valorizam as boas práticas escolares e um planejamento pedagógico adaptado para os estudantes envolvidos, garantindo assim o direito à educação para todos. A Seduc também está promovendo a Escuta Protegida, que oferece suporte aos adolescentes, familiares e à comunidade escolar, por meio de uma equipe socioemocional.
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Entenda o Caso
O episódio que gerou tanta comoção ocorreu na última segunda-feira, 13 de abril, dentro da escola estadual Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira, em Alcântara, a aproximadamente 30 km de São Luís. O Ministério Público do Estado também está acompanhando o desenrolar do caso.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, uma estudante de 17 anos, foi abordada por quatro colegas. Um deles teria oferecido R$ 100 para que ela se envolvesse sexualmente com outro aluno. Ao recusar a proposta, ela foi ameaçada de ter sua utilização de celular na escola denunciada ao diretor, uma vez que o uso do aparelho é proibido na instituição.
De acordo com o relato da adolescente, ela foi levada para uma sala, onde um dos jovens a estuprou, enquanto outro gravava toda a cena com seu celular. Os outros dois adolescentes permaneceram do lado de fora, segurando a porta. Inicialmente, a direção da escola não comunicou o incidente e nem acionou o Conselho Tutelar, apenas em 17 de abril, quatro dias depois do ocorrido, a situação foi denunciada à polícia.
Após a denúncia, o Conselho Tutelar foi acionado e a adolescente, junto com sua mãe, prestou depoimento. A estudante realizou um exame de corpo de delito em São Luís, e o laudo obtido deve auxiliar na elucidação da participação de cada suspeito no crime. A irmã da vítima, que preferiu não ser identificada, criticou a atitude da direção da escola, afirmando que houve negligência por parte deles. “Creio que, se dependesse da diretoria, a gente não teria descoberto. Minha irmã é menor de idade e tem problemas”, relatou a mulher, enfatizando a gravidade da situação.
