MPMA Identifica Condições Críticas em Escola de São Luís
No dia 6 de maio, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) realizou uma inspeção no Centro de Ensino Cônego Ribamar Tavares, localizado no bairro da Cohab Anil III, após receber denúncias por meio da Ouvidoria da instituição. Entre os principais problemas constatados estavam a infestação de pombos, a infraestrutura física inadequada, a falta de professores e uma equipe reduzida para a limpeza dos banheiros. A escola atende cerca de 1.195 alunos, distribuídos em 15 salas de aula durante os turnos matutino e vespertino.
A vistoria foi conduzida pela promotora de justiça Maria Luciane Lisboa Belo, que contou com a presença do secretário de Estado Adjunto de Educação (Seduc), José Antônio Heluy. Durante a análise das condições da escola, ficou evidente que apenas três servidores são responsáveis pela limpeza do espaço, o que compromete a higiene adequada da unidade.
Além da falta de pessoal para a limpeza, a inspeção revelou que a sala de Informática e a biblioteca funcionam em um único ambiente, o que reduz consideravelmente o espaço útil e inviabiliza o funcionamento eficiente de ambas as unidades. Deficiências na rede elétrica também foram observadas, e parte dos aparelhos de ar-condicionado está inoperante, afetando o conforto térmico nas salas de aula.
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Condições de Salubridade Preocupantes
Outro aspecto alarmante identificado na escola é a presença de pombos em várias áreas do local, um indicador claro de péssimas condições de salubridade. A promotora de justiça fez um alerta à direção da escola sobre os riscos à saúde pública que essa situação representa, considerando que as fezes de pombos podem ser vetores de várias doenças. A urgência de providências para o saneamento e a prevenção de tais riscos se tornou evidente.
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Até o momento, apenas um bebedouro está operacional para atender toda a comunidade escolar. Além disso, itens de mobília em desuso ocupam indevidamente áreas livres, tornando o espaço ainda mais inadequado. A ausência de cobertura na quadra poliesportiva impede a utilização desse espaço nos dias de forte calor ou chuva, o que limita as atividades físicas dos alunos.
Em consequência dos problemas verificados, foi estabelecido um prazo de 45 dias para que a escola tome as devidas providências. A promotora de justiça enfatizou que uma análise mais detalhada será realizada em relação à infestação de pombos, a fim de resolver essa questão de forma eficaz. A situação, que afeta diretamente a qualidade do ambiente escolar, requer uma ação rápida e efetiva para garantir um espaço seguro e saudável para os alunos e funcionários.
