Rumo ao Campeonato Mundial de Robótica
SÃO LUÍS – A equipe Everest, da Escola SESI São Luís, está determinada a superar os resultados de temporadas anteriores e compartilhar os aprendizados adquiridos, atuando como motivação para a participação no Festival SESI de Educação. Esta etapa nacional, programada para ocorrer entre os dias 04 e 08 de março no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, poderá garantir a vaga da equipe para o Campeonato Mundial de Robótica, que será realizado em Houston, nos Estados Unidos, em maio.
Menos de sete dias separam os alunos da equipe Everest, que compete na modalidade First Tech Challenge (FTC), de um grupo restrito das 60 melhores equipes do Brasil. A classificação foi conquistada em janeiro durante o Torneio SESI de Robótica – Regional Maranhão, realizado em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. Agora, os estudantes maranhenses estão focados em garantir uma das vagas para a competição mundial.
Giovana Sodré, gestora da equipe Everest, compartilha que a temporada começou repleta de incertezas em função das mudanças na composição do grupo. A entrada de novos membros, com experiência anterior na categoria First Lego League (FLL) e na STEM Racing, que era conhecida como F1 in Schools, trouxe um novo ânimo à equipe. Eles transformaram frustrações do passado em motivação e apostaram em inovações para enfrentar o desafio, que exige um robô capaz de coletar e lançar artefatos por meio de sistemas de garras distintos, destacou a competidora.
Projetos Sociais e Democracia do Conhecimento
A equipe Everest também se destaca por seus projetos sociais, que têm como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento em STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). São três iniciativas em andamento: STEAM Academy, Feira STEAM e STEAM na Prática.
O STEAM Academy já firmou parcerias com instituições como a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Universidade CEUMA e o Centro Universitário UNDB. Na UNDB, por exemplo, os membros da equipe ministraram cursos de modelagem 3D utilizando o software Fusion 360 e introduziram conceitos básicos de programação. Os universitários tiveram a oportunidade de montar chassis de robôs, programá-los e testá-los em arenas, levando à solicitação de mentorias para o desenvolvimento de protótipos de uma liga própria de robótica.
A Feira STEAM, por sua vez, foca no público das escolas públicas, como o Centro Educacional Municipal Almirante Tamandaré. Nesse projeto, as turmas são divididas em equipes focadas em áreas específicas de STEAM, participando de competições internas com prêmios como troféus e certificados. A equipe Everest também teve a oportunidade de ensinar o uso de ferramentas básicas, incluindo Excel e Canva.
A terceira iniciativa, STEAM na Prática, surgiu da necessidade de proporcionar materiais acessíveis. Em colaboração com a UNDB, os alunos da Escola SESI São Luís desenvolveram um site que inclui dinâmicas lúdicas voltadas para crianças a partir de quatro anos de idade, abrangendo também os professores. O conteúdo disponibiliza documentos traduzidos, atividades e aplicações práticas voltadas para o ensino de STEAM.
Robótica e Desenvolvimento Pessoal
O aprendizado em robótica é fundamental para moldar habilidades que serão úteis tanto na carreira quanto na vida pessoal. Um dos aprendizados mais importantes que os integrantes da equipe Everest identificaram é que quanto mais compartilham o conhecimento, mais aprendem. “A robótica me ensinou a valorizar a busca pelo conhecimento”, resume Dandara Cutrim Almeida, 17 anos, membro da equipe. Além da equipe Everest, a Escola SESI São Luís contará com outras três equipes participantes da FLL e uma da STEM Racing.
