Evento Internacional na UFG
O Dia Internacional, realizado pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Universidade Federal de Goiás (UFG), se consolidou como o maior evento anual da instituição, reforçando o compromisso com uma formação abrangente e acessível. De acordo com Alexandre Badim, secretário de Relações Internacionais, a internacionalização deve ser encarada não como um “sonho impossível”, mas sim como uma realidade que faz parte do cotidiano universitário, preparando estudantes para interagirem com o mundo contemporâneo. A secretária adjunta, Aline Marques, complementou que o evento tem como objetivo mostrar “vocês no mundo, mas também o mundo na UFG”, ressaltando que o contato intercultural pode iniciar dentro da própria universidade por meio de iniciativas como a “Internacionalização em Casa”.
Para a gestão da UFG, essa proposta é crucial para qualificar o conhecimento produzido e fortalecer a excelência acadêmica, ampliando os horizontes de estudantes de graduação e pós-graduação. O evento ocorreu no dia 17 de abril, no Teatro da Escola de Música da UFG, oferecendo diversas palestras, uma feira para tirar dúvidas e promover o contato com representantes de diferentes países, além de sorteios. Durante o evento, palestraram representantes de países como Itália, Espanha, Suécia e Alemanha.
Prestígio e Oportunidades
A vice-reitora da UFG, Camila Cardoso Caixeta, destacou o prestígio que a universidade tem conquistado ao longo dos anos pelas ações relacionadas à internacionalização. “A internacionalização tem crescido continuamente; onde quer que vamos, a Universidade é lembrada com carinho e respeito”, afirmou a vice-reitora. Ela também enfatizou a grande potência interna da UFG, desejando que os alunos saíssem do evento mais inspirados e esperançosos sobre as oportunidades de intercâmbio.
Representando a Itália, o diretor David Uboldi ressaltou a longa tradição acadêmica do país, que abriga a universidade mais antiga do mundo, em Bolonha. Uboldi enfatizou que estudar na Itália é uma experiência que alia tradição e inovação, com mais de 600 cursos disponíveis em inglês e várias oportunidades de bolsas focadas em áreas científicas e tecnológicas. Ele também mencionou a proximidade cultural entre brasileiros e italianos, facilitando a adaptação dos intercambistas, além da força da pesquisa italiana em setores como design, arquitetura e neurociências.
Já Pablo Brenot, representante da Espanha, destacou a relevância da língua espanhola para os estudantes brasileiros, sendo o segundo idioma mais exigido para negócios no mundo e facilitando a convivência com os vizinhos da América Latina. Ele destacou que a Espanha é líder em áreas como agrobiotecnologia e energias renováveis, oferecendo um ensino de alta qualidade a custos competitivos. Brenot destacou as bolsas da Fundação Carolina, destinadas a estudantes da América Latina em níveis de mestrado e doutorado, além de parcerias de mobilidade que a UFG mantém com diversas universidades espanholas.
Inovação e Sustentabilidade na Educação
A Suécia, representada por Leandro Rocha, se apresentou como um destino de destaque para quem busca sustentabilidade e inovação, sendo líder em transição energética e país de origem do Prêmio Nobel. Rocha explicou que não é necessário dominar a língua sueca para estudar no país, pois a maioria dos programas de mestrado é oferecida em inglês. Ele destacou a bolsa “Global Professionals Scholarship”, do Instituto Sueco, que cobre todos os gastos de viagem, moradia, alimentação e taxas do curso, incentivando os alunos a buscarem uma educação internacional valorizada pelo mercado global.
Encerrando as orientações, o coordenador administrativo da SRI, Vinícius Marques, detalhou as oportunidades imediatas, como os editais da Fundação Botín e de mobilidade para a Colômbia. Ele destacou programas da Associação de Universidades Grupo Montevideo (AUGM) e o Programa de Intercâmbio Acadêmico Latino-Americano (Pila), que oferecem vagas de intercâmbio na América Latina com apoio financeiro da UFG para passagens e garantia de hospedagem e alimentação pelas instituições parceiras. Vinícius orientou os estudantes a consultarem o site da SRI, onde um mapa de acordos ativos e a seção de “Oportunidades Externas” são atualizados constantemente com novas chamadas de parceiros internacionais. Ele também ressaltou a importância de conhecer a resolução CEPEC 1849 para garantir que a mobilidade ocorra de maneira regular e sem prejuízo à matrícula.
Estandes e Oportunidades de Intercâmbio
Além das palestras e debates, estandes de cada país foram montados para fornecer informações e esclarecer dúvidas dos estudantes sobre as oportunidades de estudo no exterior. Entre os presentes, Maria Luiza Freitas e Marcela Khoury, alunas do curso de Psicologia da UFG, participaram pela primeira vez do International Day e mostraram-se interessadas em intercâmbios para a Suécia. “Agora, com a faculdade, isso se torna mais real. Sinto que, com a UFG e por meio das bolsas, consigo ir para outros países”, afirmou Maria Luíza. Marcela, por sua vez, expressou seu desejo de explorar todas as oportunidades que surgirem.
Daniel Viana, ex-aluno do curso de Educação Física da UFG, também esteve presente para conferir as oportunidades oferecidas no International Day, como já havia feito em edições anteriores, e manifestou interesse em realizar um intercâmbio para a Suécia, sonhando em morar lá um dia.
